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Enem no Piauí pode ser adiado com ocupação em campus da UFPI de Picos

A aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser comprometida no Piauí devido a ocupação de estudantes na Universidade Federal do Piauí (UfpiI). No Estado, a situação é restrita aos candidatos que prestarão o Exame no campus da Instituição no município de Picos, onde o movimento dos universitários dura quase uma semana.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que, se as escolas (onde acontecerão provas do Enem) não forem desocupadas até 31 de outubro, a prova será adiada para os inscritos nesses locais.

Campus da UFPi em Picos
Campus da UFPi em Picos

Na semana passada, além do Piauí, estudantes ocupavam pontos de aplicação de provas em mais 10 estados.

Segundo Mendonça, o MEC já tomou a decisão de aplicar nova prova do Enem em data posterior para esses alunos que eventualmente sejam prejudicados por ocupações em escolas. Ele descartou a possibilidade de realocar a prova para outras escolas por problemas de logística.

O reitor da Ufpi, José Arimatéia Dantas, ressalta que as provas marcadas para o campus de Teresina não sofrerão alteração no calendário.

“A ocupação não vai impedir a realização de provas no Enem no campus da UFPI em Teresina, uma vez que, o movimento tem sido pacífico e os estudantes estão limitados à parte da reitoria. Na Capital, não há qualquer alteração, nem mesmo comprometimento das aulas. Em Picos, a situação é diferente pois existem vários pontos de mobilização dentro do campus. Estamos dialogando e acredito que haverá a desocupação durante essa semana”, disse Dantas.

O reitor acrescenta que há uma nova assembleia marcada com os estudantes para esta segunda-feira (24). As ocupações em diversos estados são motivadas pela rejeição à medida provisória que trata da reforma do ensino médio e também contra a PEC do teto de gastos públicos.O reitor da UFPI acrescenta também que aguarda pautas locais a serem discutidas com os manifestantes.

“Estive com os estudantes por três vezes. Fui até eles para receber a pauta de reivindicações, mas esta não foi entregue. Remarcamos, novamente, no sábado (22), em um horário escolhido por eles, estive lá e mais uma vez, a pauta não me foi entregue. Estou com expectativa de que hoje receba essa pauta por escrito para que eu possa me manifestar também por escrito”, disse.

O reitor esclarece que algumas demandas locais dos estudantes já foram atendidas como a reabertura da Unidade I da residência estudantil, que havia sido fechada por problemas técnicos.

“Construimos uma nova unidade com um número maior de vagas. Inclusive, demoramos a concluir o projeto porque ouvimos os estudantes. Essa residência será aberta em 2017. Outra demanda é uma creche, mas não temos recursos para cosntruir uma creche. Mas, apartir do próximo ano, vamos oferecer bolsa-creche para todas as estudantes que tiverem filhos de até três anos de idades. Não cortamos bolsa- permanência, não cortamos bolsa Pbic…e outras, assim como fizeram algumas instituições federais no país. Apesar das limitações, temos honrado com nossos compromissos”, disse Dantas. Mais de 30 alunos ocupam a instituição.

Em todo o país, 8.627.195 estudantes confirmaram a inscrição e estão aptos a fazer as provas nos dias 5 e 6 de novembro. O Enem será aplicado em 1.727 municípios e no Distrito Federal, em cerca de 17 mil estabelecimentos como escolas, faculdades e institutos.

Ameaça judicial

O MEC diz que, caso as provas precisem se reaplicadas posteriormente, os custos da aplicação da prova (cerca de R$ 90 por aluno) serão cobrados judicialmente de alunos e entidades que sejam identificados como responsáveis pelas ocupações. Segundo o ministro, a Advocacia Geral da União (AGU) será acionada para avaliar como cobrar os responsáveis pelas ocupações.

Um ofício do MEC solicitando a lista de nomes dos alunos que participam de ocupações já chegou ao Piauí e está sendo analisado pela reitoria.

Fonte: Cidade Verde

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