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Estudante de cidade da região de Picos é assassinada em Petrolina

Duas jovens de 19 anos, Taiane de Souza Costa e Bruna de Sousa Torres, que estavam desaparecidas desde o início da manhã desta segunda-feira (5), foram encontradas mortas. Os corpos foram localizados pelo tio de uma das vítimas, no Distrito Industrial, Zona Oeste de Petrolina, no Sertão de Pernambuco.

Umas das vítimas, Bruna Souza Torres era natural de São Francisco de Assis do Piauí, município da região de Picos.

De acordo com informações iniciais da polícia, as duas jovens saíram para trabalhar, por volta das 6h30, mas não chegaram até a empresa. A Polícia Militar (PM) foi comunicada do desaparecimento por familiares por volta das 10h.

Corpos foram achados em um local de difícil acesso. (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)
Corpos foram achados em um local de difícil acesso. (Foto: Reprodução/ TV Grande Rio)

Os corpos foram achados em um matagal, no Distrito Industrial, perto de uma pista de motocross. As jovens estavam nuas, com as mãos amarradas com as próprias roupas, e apresentavam perfurações no pescoço. A suspeita da polícia é que elas foram violentadas e mortas em seguida.

Segundo familiares, as duas garotas trabalhavam como jovens aprendizes em uma empresa na região e todos os dias passavam pelo local onde foram encontradas.

Bruna de Sousa Torres e Taiane de Souza Costa
Bruna de Sousa Torres e Taiane de Souza Costa

Buscas
Pela manhã, parentes e amigos das jovens usaram redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar fotos, pedindo a colaboração de quem tivesse alguma informação.

O empresário Josivan Feitosa Torres, que achou os corpos, disse que o irmão pediu a sua ajuda para procurar a sobrinha.

“Por volta de 8h30, ele me ligou, pedindo pelo amor de Deus, dizendo que a filha dele tinha sumido, não sabia o que tinha acontecido, porque não tinha chegado ao trabalho. Fui até a delegacia, onde se encontrava a irmã da outra menina, fazendo o Boletim de Ocorrência. Depois, me desloquei até o local, aqui no distrito, onde elas costumavam fazer o percurso, tentando encontrar algum vestígio, na esperança de achá-las vivas”, contou.

Josivan disse que começou a procurar pelo matagal, onde achou algumas marcas de pneu de carroça e de pegadas. “Procuramos por mais de 30 minutos, eu, mais alguns primos, pessoa da família. Infelizmente chegamos a encontrá-las mortas. De longe, logo reconheci minha sobrinha e minha ação foi ligar para a polícia, para a família e para os parentes, para avisar que tinha acontecido isso com elas”, afirmou.

Investigações
Em entrevista exclusiva concedida ao G1 e a TV Grande Rio, afiliada da Globo, o delegado Marceone Ferreira, disse que mais de dez pessoas já foram ouvidas e que inicialmente, policiais estão fazendo trabalho de campo. “A equipe está na rua, buscando informações e aquelas testemunhas importantes já são imediatamente conduzidas para a delegacia para serem ouvidas. Ainda não tem ninguém preso. Estamos buscando identificar os autores para solicitar a prisão junto ao poder judiciário”, destacou.

Ainda de acordo com o delegado, a polícia aguarda laudos periciais para definir as linhas de investigação. “Estamos aguardando o laudo do IML para ter certeza se houve ou não violência sexual. Temos que primeiro definir uma possível motivação do crime, se foi puramente sexual, se foi um latrocínio, se foi por vingança pessoal. Precisamos definir isso e o laudo do IML vai ser fundamental para o esclarecimento”, afirmou Marceone.

G1 Pe

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