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Explosivos achados em Teresina são sobras de assalto ao BB em Jaicós

O coordenador da Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), delegado Carlos César Camelo, revelou que os suspeitos encontrados com material explosivo na manhã desta sexta-feira(07), eram ocupantes do apartamentos do PAR que foram despejados no mês de junho, pela Caixa Econômica Federal, na região do residencial Torquato Neto, zona Sul de Teresina. Quatro pessoas foram detidas pela Polícia Militar na manhã de hoje e levadas para a Greco.  A operação foi comandada pela Polícia Militar através do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Eles estavam morando em um terreno invadido ao lado do residencial e teriam vendido os lotes de terra a uma pessoa que não teve a identidade revelada e que seria o proprietário dos explosivos.

O delegado também confirmou a ligação do dono terreno com a quadrilha que assaltou o Banco do Brasil em Jaicós e disse que com parte  do dinheiro roubado, foi comprada uma moto avaliada em R$ 13 mil.

“Eles invadiram o terreno e contam que venderam o lote por R$ 500. Nesse local, foram construídas três casas de taipa e nas proximidades eram enterrados esse material. Os presos dizem que apenas estavam guardando os explosivos e tudo que foi encontrado no local. A pessoa que comprou o terreno seria integrante da quadrilha que assaltou o Banco do Brasil e já o identificamos”, disse César Camelo.

Os detidos foram identificados como Antônio Filho Soares, 19 anos, Janiele Pereira Silva, 24 anos, e dois adolescentes de 17 anos. O delegado disse ainda que o material explosivo apreendido seria o que restou do assalto em Jaicós.

 

“Um dia antes desse assalto, o proprietário foi até o terreno e pediu para desenterrarem tudo. Então levou grande parte para explodir o cofre em Jaicós e o que foi recuperado hoje é parte do material que ele deixou”, reitera o delegado.

Foram apreendidos dois estopins, cordões detonantes, alicates, dois rifles, seis espoletas, oito emulsões e dois cilindros de oxigênio. De acordo com informações do Greco, os explosivos apreendidos têm capacidade para destruir em média sete caixas eletrônicos. Parte do material apreendido- o cilindro de oxigênio e outras peças que ficam acopladas ao equipamento- pode ter sido roubado de um hospital e serviria para recarregar o maçarico.

Carlos César Camelo explica que os criminosos geralmente conseguem este tipo de material roubando depósitos, utilizados por mineradoras. “Eles conseguem essa carga através de roubo e furtos de depósitos. No ano passado roubaram uma indústria de cimento em Codó no Maranhão e levaram mais de meia tonelada de explosivos, que provavelmente estão sendo usados no estouro de caixas de bancos”, destacou.

A Polícia Civil investiga qual a verdadeira participação dos detidos com a quadrilha especializada. Caso não seja confirmada ligação deles com a associação criminosa, o grupo responderá por posse ilegal de arma de fogo e material explosivo.

 

Fonte: Cidade Verde

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