Famílias contratam advogado e querem prazo maior para deixar casas de residencial
- A Justiça Federal emitiu mandado de reintegração de posse do Residencial Lousinho Monteiro a pedido da Caixa Econômica Federal, notificando os ocupantes irregulares ontem para que desocupem as unidades habitacionais no prazo de 48 horas.
- Advogados das famílias contestaram a decisão judicial buscando uma extensão do prazo para 60 dias, argumentando que a vulnerabilidade social dos moradores impede uma mudança imediata e a viabilidade financeira para custear novos aluguéis.
- Representantes da Central Sindical Popular denunciaram suposta violência policial durante a notificação, enquanto o capitão Mário, da Polícia Militar, reiterou que a corporação apenas garantiu a segurança do oficial de justiça sem realizar retiradas forçadas.
A Justiça Federal emitiu um mandado de reintegração de posse, que determina retirada das famílias que ocuparam irregularmente o Residencial Lousinho Monteiro. A recomendação foi entregue às famílias ontem (09). O pedido é do banco responsável pelo empreendimento, Caixa Econômica Federal.
Duas famílias procuraram dois advogados para representá-las frente à justiça no caso. Eles pedem um prazo maior para saírem dos imóveis.
De acordo com o advogado Raimundo Neto, que defende as duas famílias que ocuparam irregularmente casas no Lousinho Monteiro, seus clientes solicitam um prazo de 30 a 60 dias para poderem deixar as unidades. Os advogados estiveram nesta manhã na Justiça Federal contestando o mandado que determina que as famílias se retirem do local.
A advogada Danila Ferreira fala que o prazo é muito curto e que essas famílias precisam de mais tempo para se organizarem. Ela conta que são pessoas carentes que não têm para onde ir e nem tem dinheiro para pagar um aluguel.
Thiago Barroso é representante da Central Sindical Popular e falou que a polícia agiu de forma que assustou os moradores, sobretudo, as crianças, segundo Thiago, a polícia agiu com violência. Ele classificou a ação como uma medida arbitrária.
Nossa equipe procurou a Polícia Militar, e o capitão Mário afirmou que a Caixa solicitou a presença da polícia, simplesmente, para acompanhar o oficial de justiça na entrega das notificações. Ele disse ainda que não houve nenhuma atitude que forçasse que as famílias saíssem, apenas foi entregue o documento. Ele explica que foi dado um prazo de 48 horas para que eles deixassem a unidade e no momento não havia necessidade de retirada de nenhum civil.
O capitão disse ainda que a ação de reintegração de posse não tem a ver com a Coordenadoria Municipal de Habitação e Urbanismo, pois é de responsabilidade do banco.
Fonte e foto: Grande Picos
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