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Firmino ataca Maranhão e afirma que chapa não está fechada

Firmino Filho. Foto Cidade Verde
Firmino Filho. Foto Cidade Verde

O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), comentou duramente a crise com o governo maranhense acerca dos repasses para o custeio do atendimento de pacientes. Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta quinta (16), o tucano confirmou ainda que a chapa governista não está fechada e esclareceu que o PSDB tem exigências que o governo deve cumprir para que o acordo seja fechado.

Raoni Barbosa/Revista Cidade Verde
A crise com o Maranhão provocou a ida do prefeito até o Ministério da Saúde. Firmino esteve com o ministro Alexandre Padilha no início da semana e solicitou a intervenção do governo federal para que o governo maranhense reconheça a dívida de R$ 8 milhões. Entre os pontos conversados está o cancelamento do atendimento dos pacientes maranhenses em Teresina e aqueles que forem enviados só serão aceitos se forem encaminhados pelo sistema nacional de marcação de consultas.
Firmino foi duro nas críticas à postura do governo do MA. “Chegamos ao limite de comunicar ao ministério que os pacientes só seriam atendidos em caso de urgência e se fossem encaminhados pelo sistema nacional de marcação de consultas. Vamos ter uma reunião próxima semana e esperamos que haja sensibilidade do governo do Maranhão para resolver. Fui testemunha na Fundação Municipal de Saúde da falta de interesse e diálogo das autoridades do Maranhão. É conhecido na fundação a prática do Maranhão em que eles marcam uma reunião e o secretário não vai, manda o subsecretário que diz não ter autoridade para resolver, ou não comparecem, ou desmarcam a reunião na véspera. Muito mais do que a dívida é a questão da organização do sistema”, relatou.
Além disso, o prefeito afirmou que teve na manhã de hoje uma conversa com o governador Wilson Martins (PSB) para que o Estado possa aumentar sua participação no cofinanciamento da saúde, principalmente destinando profissionais para o Hospital de Urgências de Teresina e ampliando a transferência de pacientes do HUT para o Hospital Getúlio Vargas.
“Levamos a demanda junto ao governador para que ele possa participar do cofinanciamento da saúde. No passado, o governo entrou com recursos humanos mas tivemos uma saída de 175 profissionais e a prefeitura teve que repor esse pessoal. Oficializamos ao govenador porque 70% dos pacientes atendidos no HUT são de fora. O Estado dá R$ 600 mil para a atenção básica todos os meses e solicitamos que o governo amplie, afinal, Teresina recebe quase toda a demanda do Estado”, afirmou.
Firmino respondeu ainda as críticas do ex-prefeito Elmano Férrer (PTB) acerca do andamento de obras. Segundo Elmano, as obras da prefeitura estão tendo andamento lento, diferente do ritmo que havia imprimido na sua gestão. “Elmano foi prefeito, sabe das inúmeras dificuldades e é necessário seriedade. Precisamos descer do palanque de baixo nível”, disse. E explicou o que aconteceu com a licitação para a obra das galerias da zona leste. Segundo o prefeito, a empresa contratada para a execução da obra alegou que não tinha condições financeiras para tocar o projeto executivo que havia sido elaborado e houve a necessidade de quebrar o contrato e fazer uma nova licitação.
De acordo com Firmino, a prefeitura elaborou um plano de drenagem para ser excutado nos próximos anos. O planejamento é baseado numa nova legislação que será proposta para Teresina. Os recursos previstos são R$ 18 milhões para os projetos executivos e R$ 500 milhões para as obras, oriundos do PAC Drenagem.
Sílvio vice
A chapa governista não está fechada. Firmino assegurou que ainda há muito o que ser acordado para que o PSDB aceite que o ex-prefeito Sílvio Mendes seja vice ou até mesmo o cabeça de chapa da ala governista.
O que se imaginou que havia sido acertado, voltou a estaca zero após a reunião com a executiva nacional tucana no início da semana. Aécio Neves, o pré-candidato a Presidência, cobrou que os tucanos piauienses reflitam sobre a possibilidade de, ao invés de lançar o vice, ter o cabeça de chapa para que ele tenha palanque no Piauí. A preocupação é com o que a conjuntura vem refletindo. O PSDB prevê que a eleição presidencial vá para o segundo turno, com uma pequena diferença de votos entre o 2º e o 3º colocados. Nessa conjuntura, Aécio pretende ter palanque no maior número de estados possíveis.
Firmino questionou ainda o rápido desenrolar da chapa, sem que as lideranças, os prefeitos, os deputados e os pretenços candidatos proporcionais tucanos fossem ouvidos.
“São vários pontos: como vai ser a participação dos candidatos a presidente com o nosso candidato a governo? Como vai ser a participação de Sílvio em defesa do nosso candidato a presidente? Na TV, qual vai ser a participação de cada um? Vão poder falar? Para a coligação estadual, essas questões são de pouca monta. Mas essa eleição deverá ir para o segundo turno e poderá ser pequena a diferença entre o 2º e 3º. Mesmo eleitorados pequenos como o Piauí podem ter influência decisiva”, questionou.
Além do contexto político, o PSDB quer que haja comprometimento do PMDB e PSB para a administração conjunta com a prefeitura de Teresina. Firmino deixou claro que há condicionantes como o cofinanciamento da saúde, o comprometimento com obras de mobilidade urbana, a resolução definitiva para os problemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
“Temos que aumentar a bancada estadual. Outra alternativa para consolidar [a chapa]. Uma coligação não é só competição pelo poder. Temos que saber qual mensagem e qual compromisso vamos estabelecer com a população. O PSDB tem bandeiras como o desenvolvimento econômico. Entendemos que no Piauí é grande o desenvolvimento das nossas forças produtivas. O trabalho do plano de desenvolvimento para os próximos 50 anos é importante. Água e esgoto são uma vergonha. A Agespisa é um instrumento de resolução e não pode mais continuar nessa inércia. Temos um desafio e enfrentar um problema que é medieval que é a água. Temos que avançar e queremos um compromisso dessa chapa. A questão da saúde. Teresina sofre por ter que bancar quase toda saúde do Estado. Temos que organizar a rede para que Teresina não se sinta sufocada e tratando com dificuldade sua própria população e o candidato tem que ter compromisso. A mobilidade urbana. A frota triplicou e tem consequências indesejáveis. Wilson retomou o investimento em infraestrutura. Visitamos hoje a ponte Wall Ferraz, está sendo feito anel viário, viaduto, prolongamento da Barão de Castelo Branco. São obras importantes e temos que intensificar a presença do governo na solução dos problemas de Teresina. São questões como essas e através do diálogo vamos tentar resolver”, comentou.
Fonte: cidade Verde
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