Funcionários da Itapissuma deflagram greve em Fronteiras
- Colaboradores da Fábrica de Cimento Itapissuma, situada na zona rural de Fronteiras, iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado nesta segunda-feira, dia 13, motivada pelo atraso acumulado de cinco quinzenas no pagamento dos salários dos funcionários.
- A administração da unidade industrial reuniu-se com representantes sindicais e líderes do movimento para negociar a retomada das atividades, porém as tratativas fracassaram diante da exigência dos trabalhadores pela quitação integral dos proventos pendentes.
- Funcionários denunciam o descaso da gestão e relatam que a sobrevivência básica tem sido garantida apenas pelo suporte financeiro de familiares, enquanto a produção permanece paralisada até que a empresa regularize a situação financeira vigente.
O clima é de tensão na Fábrica de Cimento Itapissuma S/A, localizada na Fazenda Monte Alvão, zona rural do município de Fronteiras. Os colaboradores decidiram parar as atividades por tempo indeterminado devido aos constantes atrasos salariais. Funcionários relatam que os atrasos já perduram por cinco quinzenas e que não passam por maiores dificuldades porque contam com a ajuda de familiares.
“A gente não passa fome porque os familiares nos ajudam. Isso aqui está um abandono. Chama a televisão para mostrar isso!”. Destacou um colaborador que não quis ser identificado.
Na manhã desta segunda-feira (13), se reuniram junto a administração da Indústria, sindicato e líderes da paralisação na tentativa de firmarem um acordo para o pagamento dos proventos devidos e o retorno das atividades na unidade, mas não se chegou a um acordo, pois os servidores só aceitam retomar o trabalho após a atualização salarial por parte da empresa.
Fronteiras Online
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