Gaeco denuncia ex-procurador geral Emir Martins e mais 11 da mesma família
- O Gaeco denunciou formalmente o ex-procurador-geral de Justiça do Piauí, Emir Martins Filho, e mais onze pessoas por desvios milionários ocorridos entre 2004 e 2008, durante suas duas gestões à frente do Ministério Público estadual.
- Os envolvidos responderão por peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e formação de quadrilha, crimes praticados de forma continuada com o auxílio de familiares e servidores comissionados para desviar recursos públicos do órgão ministerial.
- O Ministério Público solicitou o bloqueio imediato de bens e contas bancárias dos denunciados, além de exigir o ressarcimento integral aos cofres públicos no montante de 12,6 milhões de reais, corrigidos por danos causados.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apresentou nesta sexta-feira (16), denúncia criminal contra o ex-procurador geral de Justiça Emir Martins Filho, Maria da Glória Saunders Martins, Arminda Hagi Saunders Gadelha, Maria Liduina Uchoa Saunders, Maria Rachel Saunders Pacheco, Tiago Saunders Martins, Andrea Saunders Martins, Agamenon Rego Martins de Deus, Susyane Araújo Lima Saunders Martins, Mariana Saunders Uchoa de Moura Santos, Samuel Pacheco Morais, José Ribamar de Sena Rosa. Eles foram investigados na operação Il Capo por determinação do Conselho Nacional do Ministério Público.
Como resultado das investigações, verificou-se que o Sr. Emir Martins Filho, então Procurador Geral de Justiça do Estado do Piauí, com a ajuda de dois servidores comissionados e a participação efetiva de diversos membros de sua família, subtraiu e desviou, no período de suas duas gestões (2004 a 2008) à frente do Ministério Público Piauiense, vultosa importância em dinheiro pertencente aos cofres públicos.

Por tais condutas, aos denunciados foram imputados os seguintes crimes: peculato, lavagem de dinheiro, falsificação de documento público, quadrilha e inserção de dados falsos em sistemas de informação; todos praticados em concurso de pessoas e de forma continuada, pelo período de 04 (quatro) anos.
Requereu, ainda, o Ministério Público o ressarcimento e a indenização no valor total de R$ 12.611.626,29 (doze milhões, seiscentos e onze mil, seiscentos e vinte e seis reais e vinte e nova centavos), em favor do MPPI.
Por fim, foi solicitado o bloqueio de contas bancárias, de bens móveis e imóveis de todos os denunciados.
FONTE: PortalAZ
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