Galeria rompe e provoca destruição no Paroquial
- Fortes chuvas na cidade de Picos causaram o desabamento de vinte metros de uma galeria no bairro Paroquial em quatro de dezembro, provocando deslizamentos de terra, inundações de residências e graves prejuízos materiais para dezenas de famílias locais.
- Moradores locais denunciaram a omissão da administração municipal liderada pelo prefeito Padre José Walmir de Lima, afirmando que reivindicações por reformas na estrutura pluvial eram ignoradas há dez anos, resultando em tragédias recorrentes durante os períodos chuvosos.
- A situação de vulnerabilidade da comunidade foi agravada pela ausência de um Coordenador Municipal da Defesa Civil, cargo vago desde dez de outubro após exoneração sem substituição, deixando a população desassistida diante dos iminentes riscos de novos desabamentos estruturais.
As fortes chuvas que caíram em Picos nesta terça-feira, 4 de dezembro, deixaram um rastro de destruição em vários pontos da cidade. Os mais atingidos foram os moradores de áreas de riscos, como no bairro Paroquial, que culparam a administração municipal pela falta de uma política de prevenção a desastres naturais.
Desde maio deste ano que os do bairro Paroquial cobram do prefeito, Padre José Walmir de Lima (PT), a recuperação da galeria que fica situada no alto do morro, por onde escoam as águas oriundas da parte de cima. Porém, o serviço começou há cerca de doze dias e era feito a passos lentos.

Segundo os moradores, com as primeiras chuvas desse ano a galeria começou a ceder e, na madrugada desta terça-feira, 4, desabou cerca de 20 metros, provocando o deslizamento de terra e a inundação de várias casas.
Uma das casas mais atingidas pelo deslizamento de terra foi a do morador Manoel Patriota, que fica situada na rua Bahia III, próximo ao local onde a galeria se rompeu. A residência foi invadida por água e lama e corre sérios riscos caso a Prefeitura de Picos não tome as providências imediatamente e recupere a parte da galeria que quebrou.
O jovem Genilson, cuja família reside há mais de três décadas no bairro Paroquial, disse que faz dez anos que os moradores cobram da gestão municipal a reforma da galeria que fica na parte alta, na rua Bahia III. No entanto, segundo ele, essa reivindicação nunca foi atendida, e todo ano a comunidade sofre as consequências com a chegada das chuvas.
“Todo período de inverno, de chuvas intensas, as famílias das ruas Bahia I, II e III são prejudicadas em razão da precariedade da galeria, porque, na realidade, a administração pública nunca ouviu as nossas reivindicações, os nossos pedidos. Sabemos que período de inverno não é o momento adequado para construção e eles resolveram mexer naquilo que já estava complicado e, com a chuva terminou foi arrebentando a galeria provocando esse caos” – denunciou Genilson.
Até mesmo a parte baixa do bairro Paroquial foi atingida pelo rompimento de parte da galeria responsável pelo escoamento das águas pluviais. No cruzamento das ruas Piauí e João XIII a lama toma toda a extensão da via, dificultando a passagem de pedestres e veículos.
Riscos de desabamento
Várias casas do bairro Paroquial foram atingidas pela enxurrada que desceu do alto do morro com o rompimento de parte da galeria. Muitas pessoas passaram a madrugada carregando os móveis para o lado de fora e tirando a lama de dentro de casa. Devido à situação da galeria a comunidade está temerosa, pois o risco de desabamento de algumas residências é visível.
Até o início da tarde desta terça-feira, 4, quando a reportagem esteve no bairro Paroquial, a Prefeitura de Picos ainda não tinha tomado nenhuma providência. Nem mesmo a recuperação de parte da galeria que se rompeu havia começado.
Para piorar a situação, a Prefeitura de Picos está sem Coordenador Municipal da Defesa Civil desde o dia 10 de outubro, data em que o prefeito Padre Walmir exonerou Oliveiro Luz e não nomeou nenhum substituto para o cargo.
Fonte: José Maria Barros- Jornal de Picos/Fotos: José Maria Barros
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