Governador determina reajuste salarial para professores em 2016
- O governo do Piauí, representado pelo secretário Franzé Silva, confirmou a implementação de um novo reajuste salarial para professores da rede pública, que será quitado em cinco parcelas quadrimestrais para docentes com carga de quarenta horas.
- A medida visa alinhar os vencimentos ao piso nacional de 11,36% anunciado pelo MEC, elevando o salário base para R$ 2.135,64, após o governo estadual não obter verbas complementares do Fundeb junto ao Ministério da Fazenda.
- Para viabilizar o pagamento diante da escassez orçamentária, a gestão de Wellington Dias adotará medidas de contingenciamento de despesas e redução de custeio, buscando evitar que o estado ultrapasse os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
O Governo do Piauí sinalizou novo reajuste salarial para os professores. A informação foi divulgada pelo secretário de Administração e Previdência (Seadprev), Franzé Silva, após reunião com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE), nesta quinta-feira (04).
Franzé declarou para o cidadeverde.com que o pagamento do reajuste será pago em parcelas, mas não informou o valor total do aumento salarial. O valor deve ser pago para docentes com formação de nível médio com atuação em escolas públicas com 40 horas de trabalho semanais.
“Estamos propondo o pagamento do reajuste em cinco parcelas quadrimestrais, concentrando esforços para darmos continuidade ao nosso projeto de valorização do professor”. O piso é destinado aos profissionais do magistério público da educação básica.
Em janeiro deste ano, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou que o novo piso salarial dos professores aumentaria em 11,36%. Logo, o salário base passaria de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64.
De acordo com o Franzé, o governador Wellington Dias esteve em Brasília e, juntamente com outros gestores, pediu ao Governo Federal verba complementar da União, por meio do Fundo da Educação Básica (Fundeb), para pagamento do piso dos professores considerando que muitos estados não dispõem de capacidade financeira de pagar o novo piso.
“Com a negativa por parte do Ministério da Fazenda, a orientação do governador é a de apertar os cintos, contingenciar despesas e reduzir o custeio da máquina para honrar o compromisso com o magistério”, revela Franzé Silva. Além disso, outra preocupação é que o reajuste deixará o Piauí no limiar do que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Da Redação
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