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Governo e Sindicato dos Médicos não se entendem a respeito de reajuste

Lílian Martins
Secretária de Saúde Lilian Martins - Foto: Evandro Alberto

Após a greve deflagrada pelos professores, os médicos piauienses também resolveram paralisar suas atividades para lutar por melhores salários e condições de trabalho mais dignas. De acordo com a presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí, Lúcia Santos, há nove anos que a categoria luta pelo desempenho da carreira médica com salário digno. Ela informa que atualmente o salário inicial da categoria é de R$ 2.960, isso incluindo-se as gratificações e a produtividade, que os médicos já recebiam, mas que não era incorporado ao vencimento. A categoria reivindica salário inicial de R$ 9.188 e condições de trabalhos mais dignas.

A secretária estadual de Saúde, Lilian Martins, afirma que nenhum estado brasileiro paga o valor que a categoria está pedindo e informa que o Piauí tem a sexta melhor remuneração do Brasil para a categoria médica. “Não se pode fazer uma coisa para uns em detrimento de outros. Eu queria que eles trouxessem sete estados que paguem melhor do que o Piauí, pois não há. Somos o sexto estado que pega melhor os seus médicos”, reforça. Lilian revela que a proposta que está colocada por parte dos médicos, o Estado não tem condições de arcar.

Para Lúcia Santos o pedido da categoria não é um aumento absurdo. “Muitas outras profissões tem salários maiores. O salário que estamos pedindo fica muito aquém de outras profissões. Hoje nós atendemos cerca de 90% da população do Piauí por meio do SUS, pois somente 10% têm condição de pagar pelo serviço médico privado e o estado não oferece condições dignas nem para os médicos e nem para os pacientes”.

Lilian Martins conta que o governador só vai sentar para negociar com os grevistas quando houver uma proposta razoável por parte da categoria. “Da forma como essa proposta está colocada, o Estado não tem condições de pagar. Ainda há outros profissionais que atuam na área da saúde e dentro desse contexto não há como fazer esse aumento para uma classe apenas”, explica a secretária.

A presidente do Simepi alega que a categoria luta também para que o governo ofereça melhores condições de trabalho para os médicos. “O governo não investe nos profissionais e muito menos em equipamentos. A pauta maior da campanha do governador foi justamente na área da saúde, mas não é isso que está sendo mostrado”. Lúcia Santos conta que o Piauí é reconhecido como um polo de saúde justamente por conta do trabalho dos médicos. “São os médicos que dão essa imagem de polo de saúde para o Piauí, já que a estrutura pública do Estado não tem condições de dar atendimento digno”, finaliza.

PortalAZ

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