Governo Federal autoriza a antecipação de feriados
- O ministro Paulo Guedes confirmou a autorização governamental para a antecipação de feriados nacionais durante o período de isolamento social, visando permitir que o setor comercial opere plenamente logo após a flexibilização das restrições sanitárias.
- O governo federal busca desburocratizar o acesso ao crédito e radicalizar a oferta de microcrédito para garantir que o auxílio emergencial de seiscentos reais chegue efetivamente aos beneficiários e impulsione o consumo no varejo nacional.
- Guedes solicitou que empresários reportem falhas na distribuição de recursos emergenciais para que a equipe econômica possa realizar ajustes operacionais, assegurando que o poder de compra da população seja preservado durante a crise econômica atual.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste sábado, 4, em live com varejistas, que o governo já autorizou a antecipação de feriados neste momento em que muitas cidades estão em isolamento social, e o comércio está fechado. A afirmação sobre essa hipótese foi feita assim que um empresário que participava da live fez tal sugestão.
Num primeiro momento, Guedes citou a possibilidade de antecipar todos os feriados para o período de quarentena e, depois, disse que isso já foi autorizado, sem detalhar.
“Depois desse período, o Brasil seria reaberto, poderíamos sair para trabalhar”, afirmou. “Já estamos passando os sábados e os domingos ‘juntos’. Nós vamos precisar disso, do comércio funcionando nos feriados quando essa fase passar, até do ponto de vista de uma ressurreição espiritual”, afirmou o ministro.
Guedes disse que todos precisam ter resiliência neste momento e que, se o dinheiro não está chegando à ponta final, algo está acontecendo e tem de ser solucionado.
Pediu aos empresários que comuniquem ao governo se estiver ocorrendo. “Se não está chegando, precisamos conversar para calibrarmos e sabermos o porquê não está chegando. Esses R$ 600 vão chegar. Vamos usar aplicativos para que isso chegue, o que dará um empurrão ao comércio. Haverá um poder de compra nunca visto antes. O que estamos fazendo é desburocratizar o acesso ao crédito, radicalizar o microcrédito”, disse.
Por Fabrício de Castro, Eduardo Gayer e Maria Regina Silva
Estadão Conteúdo
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