Governo federal publica troca de titulares de seis ministérios
- O Diário Oficial da União formalizou nesta terça-feira a reforma ministerial que substituiu seis pastas estratégicas, incluindo Defesa, Casa Civil e Relações Exteriores, em um movimento de reestruturação profunda do governo federal brasileiro.
- A nomeação da deputada Flávia Arruda para a Secretaria de Governo consolida a aproximação do Palácio do Planalto com o Centrão, visando fortalecer a articulação política e garantir maior sustentação parlamentar ao presidente Bolsonaro.
- As trocas foram motivadas por pressões políticas e divergências internas, como a saída de Ernesto Araújo do Itamaraty e a exoneração de José Levi da AGU após recusa em questionar medidas restritivas estaduais no Supremo.
O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (30) formaliza as mudanças anunciadas na véspera pelo presidente Jair Bolsonaro em seis ministérios. Foram publicadas as trocas nas pastas da Defesa, Casa Civil, Advocacia-Geral da União, Justiça, Secretaria de Governo e Relações Exteriores.
As mudanças vêm depois de o chanceler Ernesto Araújo virar alvo de pressões dentro e fora do governo pelo desempenho ruim à frente da política externa do País e nas negociações por vacinas e pedir demissão do cargo. A vaga no Itamaraty será ocupada pelo embaixador Carlos Alberto Franco França, que estava na chefia da assessoria especial da Presidência.
Ontem tarde, o general Fernando Azevedo e Silva também anunciou sua saída do Ministério da Defesa. A pasta agora será chefiada pelo general Walter Braga Netto, antes chefe da Casa Civil, que passará a ser comandada por Luiz Eduardo Ramos, que sai da Secretaria de Governo.

Para o lugar de Ramos, que vinha sendo o principal articulador do Planalto com o Congresso, entrou a deputada Flávia Arruda (PL-DF), reforçando a participação do Centrão no governo. Flávia, que atuava como presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), é uma das principais lideranças do PL, um dos partidos que integram o Centrão. O cargo ao Centrão é mais um gesto de Bolsonaro para o grupo, que tem hoje o Ministério da Cidadania, comandado pelo deputado João Roma (Republicanos-BA).
O então advogado-geral da União, José Levi, também pediu exoneração e a AGU voltará a ser chefiada por André Mendonça, que havia assumido a Justiça e Segurança Pública após a saída do ex-juiz Sérgio Moro. Levi deixa o cargo depois de se recusar a assinar a ação apresentada pelo presidente Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal para derrubar decretos editados pelos governos do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul sobre “toque de recolher” para conter a disseminação de covid-19.
Com o retorno de Mendonça para a AGU, a pasta da Justiça será liderada pelo delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres, que ocupava o cargo de Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Veja aqui os novos ministros das seis pastas:
– Relações Exteriores: Carlos Alberto Franco França;
– Defesa: Walter Braga Netto;
– Casa Civil: Luiz Eduardo Ramos;
– Secretaria de Governo: Flávia Arruda;
– Advocacia-Geral da União: André Mendonça;
– Justiça e Segurança Pública: Anderson Torres.
Estadão Conteúdo
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