Governo prevê aplicação de vacina contra Covid-19 no 1° semestre de 2021
- O Ministério da Saúde planeja adquirir 140 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para o primeiro semestre do próximo ano, envolvendo o imunizante de Oxford e a iniciativa global Covax Facility.
- O governo federal destinou investimentos de R$ 4,4 bilhões para garantir os suprimentos e a transferência de tecnologia para a Fiocruz, visando iniciar a imunização da população brasileira ainda no primeiro trimestre de 2021.
- Especialistas advertem que a vacinação depende da aprovação da Anvisa e ressaltam que as medidas preventivas devem ser mantidas, visto que a eficácia e a duração da proteção dos novos imunizantes permanecem sob análise.
O Ministério da Saúde traz uma boa notícia para os brasileiros: o Brasil deve adquirir 140 milhões de doses de vacina contra o novo coronavírus para serem aplicadas no primeiro semestre do próximo ano. São 100 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, mais 20,2 milhões de doses do programa global Covax Facility, uma iniciativa que acompanha o desenvolvimento de várias possíveis vacinas contra a Covid-19. Como seriam duas doses, somam 40 milhões ao todo.
O Ministério da Saúde já destinou R$ 1,9 bilhões para a compra da vacina de Oxford, que irá transferir a tecnologia de produção para a Fiocruz, e R$ 2,5 bilhões para o projeto Covax. É um aceno promissor para um espaço de tempo relativamente curto quando se trata da produção de novas vacinas, que costumam levar bem mais tempo que isso.

A estimativa do governo é iniciar a aplicação das vacinas já no primeiro trimestre do ano que vem, caso elas sejam aprovadas pela Anvisa como seguras e eficazes. É possível, no entanto, que ocorra um atraso, uma vez que elas ainda se encontram em fase de testes e os estudos não foram concluídos.
Os especialistas alertam, porém, que a aplicação da tão sonhada vacina não significa o fim dos cuidados de prevenção, nem uma volta absolutamente tranquila ao antigo modo de vida, porque não se sabe ainda o grau nem o tempo de imunização desses produtos que estão sendo desenvolvidos. Os melhores remédios, por enquanto, ainda são o cuidado e a paciência.
Cláudia Brandão/ Cidade Verde
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