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Greves prejudicam atendimento em diversos órgãos federais e estaduais

Os servidores do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) decidiram, após assembleia geral na manhã de ontem (13), iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, dia 18. Os funcionários optaram por rejeitar a proposta de reajuste feita pelo Governo. De acordo a proposta, a categoria receberia um reajuste salarial de 21%, mas dividido em quatro anos e apenas a partir de 2016.

Esta é apenas uma de tantas outras categorias que aderiram à greve por melhores condições de trabalho e reajuste salarial no Estado do Piauí, a exemplo dos servidores de instituições como os técnico-administrativos da Universidade Federal do Piauí (Ufpi), os docentes do Instituto Federal do Piauí (Ifpi), servidores da Justiça Federal, entre outros.

Os técnicos-administrativos da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) estão há mais de 70 dias de greve e, desde o dia 3 de junho, cerca de 70% dos servidores pararam diversas atividades por tempo indeterminado no Piauí. Dentre as principais reivindicações da categoria estão: o não cumprimento de acordos por parte do governo federal; perdas salariais de 27,3%; falta de concurso público; redução da jornada de trabalho para 30 horas; reposicionamento e aposentado, entre outras.

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Segundo Jullyane Teixeira, representante do comando de greve local, diversas reuniões estão sendo feitas entre o governo e os servidores públicos das várias categorias e a previsão é de que, até o final deste mês, seja dado um posicionamento definitivo sobre a greve.

“A adesão da greve está bastante significativa, uns 70% dos técnicos- administrativos estão de greve. Infelizmente, os terceirizados acabam ocupando nossos cargos e fazendo algumas coisas, o que faz com que o movimento diminua, e estão reivindicando contra isso também”, disse. Ela ainda enfatizou que a campanha nacional da Fasubra (Federação dos Sindicatos de Trabalhadores em Educação Federal) está programando o Agosto Vermelho, para que seja intensificado o movimento e cobrado de forma mais enfática as reivindicações das categorias.

“A primeira proposta foi de 21% para quatro anos e isso não cobre nem a inflação, então o governo diminuiu para 10,5% para dois anos, o que acaba sendo a mesma coisa; por isso, estamos radicalizando nessa reta final e, com a greve dos professores, contamos que o apoio seja intensificado”, finalizou.

 Servidores rejeitam proposta do Supremo 

 Há 62 dias de greve, os servidores da Justiça Federal, Tribunal Regional do Trabalho e Tribunal Regional Eleitoral aguardam a aprovação do reajuste para as categorias. Apenas 30% da categoria está realizando atendimento em casos de urgência e processos com prazos em curso.

No dia 30 de junho, o Senado aprovou reajuste que varia de 53% a 78,5%, de acordo com o cargo, a ser pago em seis parcelas até 2017. Contudo, o governo se posicionou contra o projeto e decidiu vetar esse percentual. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal (FENAJUFE), Madalena Nunes, a proposta apresentada pelo Supremo Tribunal Federal foi absurda e bem abaixo do esperado.

“Eles apresentaram uma proposta nessa quarta de 41% em quatro anos, divididos em oito parcelas, começando em janeiro de 2016 até julho de 2019, só que esse percentual mal repõe a inflação, e decidimos não aceitar”.

No dia 10 de junho, os servidores se concentraram em frente ao Tribunal Regional do Trabalho, no Centro de Teresina, e deflagraram a greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam a aprovação do PLC 28/2015, que recompõe as perdas salariais de nove anos da categoria.

“Essa proposta é do governo com o Supremo, que não chamaram a categoria para participar. Eles não avaliaram nosso projeto, estão oferecendo vantagens que já tínhamos, como se fosse um benefício. Em resumo, teremos menos de 20% de reposição e não aceitamos isso, ainda mais dividido em oito vezes”, finalizou Madalena Nunes.

Nos dias 17 e 18 de agosto, servidores judiciários irão para Brasília participar de um protesto para derrubar o veto e a favor do projeto da categoria. Nesses dias, serão realizados ‘apagões’, onde todos os serviços no judiciário federal serão suspensos.

INSS 

Já os técnicos e analistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Piauí entraram em greve há 37 dias, por tempo indeterminado. Os atendimentos de aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais foram suspensos neste período e apenas as perícias médicas estão sendo feitas. A greve atinge as agências de Teresina, Parnaíba e as cidades do interior.

Os servidores reivindicam reposição salarial de acordo com a inflação; incorporação das gratificações; paridade entre ativos e inativos; realização de concurso público para repor o quadro funcional e regulamentação das 30 horas de jornada de trabalho para todos os servidores, entre outras pautas.

Somente na Agência Previdenciária no Bairro Vermelha, zona Sul de Teresina, dos 200 atendimentos feitos diariamente, apenas 50 pessoas/dia estão sendo atendidas e realizando a perícia médica, e os mais prejudicados são os usuários que buscam o benefício da aposentadoria, principal atendimento feito pela Previdência Social.

FONTE: Portal O Dia

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