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Homicídio de servidora da ADAPI faz 30 dias e UMP quer resposta da polícia

[ad#336×280]O assassinato da funcionária pública Francisca Ione de Sousa dentro do escritório da Agência de Desenvolvimento Agrário do Piauí (Adapi) em Santo Antônio de Lisboa completou 30 dias e até o momento a polícia não revelou informações sobre as investigações. Por conta disso, a União das Mulheres Piauienses (UMP) está preparando uma série de atividades como uma audiência pública, uma manifestação no dia 8 de março e solicitação de audiências públicas no Tribunal de Justiça e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Queremos que os assassinos sejam punidos e colocados na cadeia. Ao longo de um mês inteiro, a

Francisca Iones de Sousa-Foto: Arquivo familiar
Francisca Iones de Sousa-Foto: Arquivo familiar

UMP e outras entidade de mulheres têm pressionado o governo, a polícia, o ministério público para que o caso seja elucidado, já estamos passando para o segundo mês do inquérito, e a luta terá pela punição aos assassinos da Ione terá continuidade”, destacou Lourdes Melo, integrante do movimento.

Segundo ela, no dia 08 de março, Dia da Mulher, terá um ato de luta pela punição do assassino de Ione e contra o machismo e a pistolagem e no dia 12 de março haverá uma audiência pública na Assembleia Legislativa contra todas as formas de violência à mulher.

A audiência pública foi requerida pela deputada Rejane Dias (PT) que disse em pronunciamento na Assembleia que a polícia sabe quem é o suspeito. “Essa companheira foi assassinada no seu local de trabalho, a Adapi de Santo Antonio de Lisboa, no dia 30 de janeiro passado e até agora ninguém foi sequer ouvido. E na cidade todos sabem quem teria sido o assassino. O ex-genro de Ione é apontado por todos como autor do crime, mas está solto. A polícia sabe dessas informações, mas nada aconteceu”, relatou.

A investigação do crime está a cargo da Delegacia de Homicídios e comandada pelo delegado Robert Lavour, sob coordenação o delegado Francisco Carlos, o Baretta.

O secretário de Segurança, Robert Rios, condenou as críticas das entidades na investigação policial. “A polícia está investigando e o crime será desvendado. Essa pressão do movimento é um desrespeito à família da vítima”, afirmou o secretário.

Motivação do crime

Uma de suas filhas que não quer se identificar afirma que o crime pode ter sido uma retaliação por conta de sua irmã, Patrícia. Esta teria sido estuprada, engravidou aos 12 anos e acabou casando com seu agressor, com quem acabou tendo três filhos e uma vida infeliz. O rapaz, que hoje tem 26 anos, fora alvo de denúncias por parte de Iones, tanto na polícia quanto no Ministério Público, mas nada foi feito.

Desde 2010, iniciou-se uma luta pela guarda dos três filhos do casal. “A minha mãe estava lutando pela felicidade dos netos e filhos. Viveu pela causa dos trabalhadores e mulheres e acabou sendo morta. É cruel demais pra gente”, conta a filha de Iones que não quer se identificar e, assim como os irmãos. Com informações do Cidade Verde

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