IBGE revela que Piauí possui 520 mil habitantes vivendo com R$ 197 por mês
- Dados do IBGE revelam que 520 mil piauienses sobrevivem com até 197 reais mensais, posicionando o estado como o quinto com maior índice de extrema pobreza no Brasil, atrás de Maranhão, Alagoas, Acre e Ceará.
- O relatório aponta que a desigualdade regional histórica é o principal fator para o cenário crítico no Norte e Nordeste, contrastando drasticamente com estados como Santa Catarina e São Paulo, que apresentam os menores índices nacionais.
- A pesquisa sobre o mercado de trabalho no Piauí indica um rendimento médio de 979 reais, com disparidade salarial entre gêneros, enquanto a razão de dependência econômica no estado registrou queda, atingindo 57,6 por cento em 2014.
Em todo o Piauí, mais de 520 mil pessoas vivem com até R$ 197 mensais. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da síntese de indicadores sociais da população brasileira. O estado ocupa a 5º posição do país dentre os que possuem maior percentual de habitantes com rendimento mensal de apenas 1/4 de salário mínimo.
Os estados do Nordeste e do Nordeste foram os que lideraram o ranking de menores rendimentos, ocupando os 16 primeiros lugares. O Maranhão teve o pior índice: 23,6% dos habitantes vive com até R$ 197. Em seguida, apareceram os estados do Alagoas (21,5%), Acre (18%), Ceará (17,7%) e Piauí.
Com os melhores indicadores, apareceram Santa Catarina (1,4%), São Paulo (2,2%) e Mato Grosso do Sul (2,5%). A média brasileira foi de 6,3% da população vivendo com esse valor mensalmente.
O IBGE atribui o comportamento apresentado nos estados do Norte e Nordeste a aspectos históricos. “Este comportamento reflete, em larga medida, as históricas desigualdades regionais produzidas ao longo do processo de desenvolvimento brasileiro, tanto em termos de condições de vida quanto de crescimento econômico”, diz a publicação.
No tema trabalho, a população ocupada do Piauí (pessoas de 16 anos ou mais de idade) na semana de referência da pesquisa, foi de 1,6 milhão de pessoas. O rendimento médio total foi de R$ 979,00, sendo que os homens tiveram um rendimento médio de R$ 1.056,00 e as mulheres um rendimento de R$ 862,00.
Razão de dependência
A Razão de Dependência Total é medida pela razão entre as pessoas economicamente dependentes (jovens e idosos) e aquelas potencialmente ativas. No Piauí, a razão de dependência total passou de 65,9% em 2004 para 57,6% em 2014 – que mostra uma ligeira diminuição do grupo que, por hipótese, é economicamente dependente em relação ao grupo de pessoas ativas. No Brasil, a razão de dependência total passou de 58,3% para 54,7%. Na população jovem essa razão é de 37,7% no Piauí (33,5% no Brasil) e no grupo idosos foi de 19,9% (21,2% no Brasil).
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