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Identificado segundo suspeito da morte de jovem de Alagoinha do Piauí

Além de Gabriel Bispo dos Santos, a polícia busca também o comparsa dele, identificado como Luciano Pinho da Silva

Um segundo suspeito de envolvimento na morte do assessor da Prodeb, Michel Batista de Sá, em Salvador, foi identificado pela polícia e teve a prisão temporária decretada, na segunda-feira (20). O primeiro suspeito já havia sido identificado e também teve a prisão decretada, no entanto, ainda não se apresentou à polícia.

Além de Gabriel Bispo dos Santos, a polícia busca também o comparsa dele, que foi identificado como Luciano Pinho da Silva.

Gabriel Bispo dos Santos, um dos acusados de matar Michel Batista de Sá
Gabriel Bispo dos Santos, um dos acusados de matar Michel Batista de Sá

O pai da vítima, Arnando Lessa, esteve na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), que investiga o caso, na tarde de segunda. Ele foi acompanhar o momento em que Gabriel iria se entregar, mas o suspeito não compareceu à delegacia.

Luciano Pinho da Silva, segundo suspeito de matar Michel Batista de Sá
Luciano Pinho da Silva, segundo suspeito de matar Michel Batista de Sá

“Ele tá escondido em algum lugar e eu espero que a polícia aja mais rápido. Isso não vai devolver Michel para nós. Nem para o filho, nem para a mulher, nem para mim, mas a justiça será feita e eu tenho certeza que vai acontecer”, disse Armando.

O advogado de Gabriel, Udson Dantas, esteve na delegacia e disse que o suspeito admitiu ter matado o assessor.

A justificativa para o crime, segundo ele, é de que Gabriel também foi vítima de um golpe em outra negociação com a venda de um carro e acreditava que a vítima era o estelionatário responsável pelo golpe.

“Ele relatou que achou que o Michel tinha sido o estelionatário que aplicou o golpe nele. Então, ele em uma forma de desespero, imagino, praticou esse ato. Essa arma a gente não sabe como foi que surgiu. Se, no meio do caminho, Gabriel buscou em casa, ou alguma coisa desse tipo. Porque Gabriel estava dentro do banco com Michel e, dentro do banco, ninguém entra armado porque tem porta com detector de metal”, disse o advogado do suspeito.

O pai da vítima não acredita na versão que o advogado de Gabriel apresentou à polícia. Ele acha que o filho não ofereceu resistência ao assalto e que a vida de Michel poderia ter sido poupada.

“Ele estava deliberado a tirar a vida do meu filho, porque tudo ele [Michel] entregou: senha do cartão, senha dos bancos. Tudo o que foi possível para facilitar, eu tenho certeza. Conhecendo como eu conheço ele, ele apelou muito pela vida dele e pelo filho de nove meses, pela esposa que ele tem. Deus sabe o que faz, Deus é poderoso”, falou o pai da vítima.

O advogado da família da vítima, Reinaldo Dantas, também contesta a versão do suspeito. Ele considera que Gabriel planejou o crime durante cerca de dez dias, enquanto negociava a compra do carro da vítima.

Além de roubar o carro e assassinar Michel, Gabriel fez compras com os cartões da vítima em um shopping e um supermercado da capital. Entre os itens comprados estão dois smartphones.

“Ninguém negocia, ninguém vai a um shopping negociar a compra de um veículo armado. Uma pessoa que sai de casa para negociar qualquer tipo de bem ou objeto armado, alguma pretensão ela possui. Isso ficou claro, de acordo com os fatos aqui”, pondera Reinaldo.

A polícia apura o crime e ainda não divulgou detalhes das investigações.

Caso

Segundo a polícia, a vítima foi assassinada após ser torturada, na quinta-feira (16). O corpo foi encontrado atrás de um shopping de Salvador na manhã de sexta (17). Michel Batista de Sá tinha 35 anos, era casado e deixou um filho de nove meses.

Ele era assessor da Diretoria de Relacionamento e Atendimento da Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb).

O crime ocorreu durante a negociação da venda de um carro, que pertencia a Michel. O veículo seria vendido por R$ 73 mil. Depois do assassinato, o automóvel sumiu e só apareceu no sábado (18).

De acordo com a polícia, Gabriel tinha um suposto interesse em comprar o carro, que foi anunciado em um site de vendas. Ele chegou a negociar com Michel, mas a transação não foi finalizada.

O motivo seria uma suposta transferência feita pelo jovem que não caiu na conta de Michel. A família da vítima diz que o suspeito fingiu ter caído em um golpe para enganar Michel, durante a negociação.

Fonte: G1

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