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Idosa vive em condições desumanas em Picos

Bispo Diocesano de Picos, dom Plínio José, realizou uma visita à senhora Maria Josefa. (foto: Pascom)
Bispo Diocesano de Picos, dom Plínio José, realizou uma visita à senhora Maria Josefa. (foto: Pascom)

Com 81 anos de idade, Maria Josefa de Jesus, vive em condições precárias no “Alto do Morro da Caixa D’Água”, região localizada no bairro São José, em Picos.

Com uma vida bastante difícil, dona Maria mora hoje em sua “casa”. Que na realidade é um barraco feito de madeira e lona, sem banheiro e onde só é possível permanecer sentado, pois a altura não comporta a presença de um adulto.

Adoentada, a idosa conta que já foi vítima de agressão e ameaças por parte de bandidos. Ela disse também que sua saúde está debilitada depois de sofrer uma queda e que permanece a maior parte do tempo sozinha, dentro do seu barraco que mede cerca de 2 metros quadrados. No local, não há energia e os únicos móveis que possui é um sofá velho e uma cadeira.

Idosa chegou a erguer sua casa, mas devido a saúde debilitada e a falta de recursos foi obrigada a parar a construção.
Idosa chegou a erguer sua casa, mas devido a saúde debilitada e a falta de recursos foi obrigada a parar a construção. – Foto: PASCOM

Para se alimentar, quando tem comida, ela cozinha em um forno de lenha. Todo o alimento consumido por ela vem de doações da população ou pelo seu neto, já que depois da queda não consegue mais descer o morro.

Como referência familiar, ela cita o nome de um neto, que segundo ela mora no Bairro Belo Norte, próximo ao local. Mas, também declara que tem uma filha que está cega e reside no povoado Curralinho, zona rural de Picos, além de outros filhos que não moram na cidade.

Na manhã da última sexta-feira (16), o Bispo Diocesano de Picos, dom Plínio José, realizou uma visita à senhora Maria Josefa, e diz ter ficado chocado com a realidade desumana em que vive a idosa.

Ao lado do barraco a senhora Maria Josefa já conseguiu erguer algumas paredes, onde guarda telhas e cimento para construção da sua casa, no entanto, ficou debilitada após a queda e parou a obra ainda na fase inicial.

Lúcida, dona Maria afirma que é filha de “Zé Caldeirão” e Josefa Lavina de Jesus, moradores da comunidade Caldeirão no município de Simões, no Piauí, onde nasceu. Também destaca que era casada com o Antônio Elesbão, e tinha como irmãs, mulheres que atendiam pelo nome de Júlia, Francisca e Luzia, mas que não sabe do paradeiro de nenhum desses familiares.

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A sua história de vida é marcada por grandes dificuldades e a dor da perda de um filho. Apegada ao pouco que tem, não aceita deixar o barraco para morar em outro lugar, não pede ajuda e nem reclama da vida que leva, mesmo vivendo sem as mínimas condições de moradia, saneamento e alimentação.

Dom Plínio José, Bispo Diocesano, afirmou que a Diocese de Picos vai procurar uma solução que melhore as condições de vida da senhora Maria Josefa e conclama o Poder Público e sociedade a tomarem conhecimento desta realidade. Ele afirma ainda que não é admissível permitir que um ser humano viva em condições tão precárias, principalmente tratando-se de uma idosa com a saúde debilitada. Com Informações da PASCOM

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