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Impunidade: Um ano após o assassinato de vereador justiça não apontou os culpados

[ad#336×280]Uma Celebração Eucarística que será realizada no dia 23 de Novembro de 2013, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, marcará o aniversário de um ano do assassinato do então vereador Francisco Adail Sousa, que foi executado à tiros na cidade de Campos Sales-CE.

Um ano após o crime justiça ainda não apontou o mandante nem os executores de Adail Souza. O crime chocou a população fronteirense e repercutiu nos Estados do Piauí e Ceará, onde o vereador que também era empresário e possuía vínculos.

Família afirma que Adail vinha sendo ameaçado. Foto: Reprodução/portalpioix.blogspot.com
Família afirma que Adail vinha sendo ameaçado. Foto: Reprodução/portalpioix.blogspot.com

Relembre o caso:

O vereador de Fronteiras (PI) Francisco Adail de Souza (PMDB), 41 anos, foi executado dia 22 de novembro do ano passado. O parlamentar foi perseguido e morto ao entrar na cidade de Campos Sales, estado do Ceará, onde mantinha negócios.

Segundo testemunhas relataram à Polícia Militar, dois homens em uma moto acompanharam o veículo conduzido pelo vereador e atiraram seis vezes. “As balas perfuraram o vidro do lado do motorista e atingiram a vítima”, relata o soldado Edilson, da PM de Campos Sales.

O primeiro projétil atingiu a cabeça do vereador. Adail perdeu os sentidos e o carro colidiu com uma árvore. “Aí os caras encostaram e atiraram mais cinco vezes”, relata um amigo da vítima, que pediu para não ser identificado na matéria.

Um funcionário que seguia com Adail no carro escapou ileso do atentado. “Ele não era o alvo, por isso os ‘pistoleiros’ não perseguiram ele”, informa a fonte ouvida pelo portalODIA.com, que afirma: “Meu amigo foi assassinado por profissionais.”

Mesmo inconsciente, mais ainda apresentando alguns sinais vitais, o vereador foi socorrido por populares. Entretanto, ele chegou sem vida ao hospital.

Os criminosos fugiram em direção ao estado do Piauí. Ambos usavam capacetes e jaquetas, o que dificultará a identificação dos acusados. A polícia militar de toda a região foi mobilizada. Uma distância de apenas 30 km separa Fronteiras (PI) de Campos Sales (CE).

Vingança

Familiares entrevistados pelo portalODIA.com informam que Adail Souza vinha sendo ameaçado. Segundo eles, a morte do parlamentar pode ser reflexo de um crime cometido ainda em 2004, quando Marcelo, filho do então prefeito de Fronteiras, José Aquiles Filho, assassinou uma pessoa no município. Secretário de Administração de Fronteiras e homem de confiança do prefeito, Adail foi quem retirou o acusado do local do crime.

Esse assassinato resultou na morte de pelo menos outras três pessoas, entre elas os irmãos Marcelo e Márcio, filhos do prefeito. Os jovens foram executados no mesmo ano por pistoleiros. O duplo homicídio aconteceu no estado do Rio de Janeiro, onde ambos cursavam medicina.

“O Adail foi morto por pistoleiros. Ele vinha sendo ameaçado, mas não tinha medo de morrer”, afirma um parente da vítima.

De Campos Sales, o corpo do vereador foi levado para o Instituto Médico Legal do Crato. Após os exames cadavéricos, será transportado para Fronteiras.

Adail deixa esposa e dois filhos menores de idade. O velório do parlamentar deve acontecer na sede da Câmara dos Vereadores de Fronteiras e o sepultamento em Campos Sales, onde mora grande parte da sua família.

Eleição

Vereador em exercício, Adail Sousa não conseguiu se eleger para um novo mandato na Câmara de Fronteiras. Nas eleições de outubro deste ano, ele obteve apenas 277 votos, quantidade insuficiente para conquistar uma das 11 vagas no Legislativo local.

Dois vereadores mortos

Adail é o segundo vereador do Piauí assassinado neste ano. No dia 14 de outubro, na cidade de Picos, Francisco de Assis Pio da Silva (PP), o Titico, foi morto a tiros após uma briga de bar.

Fronteiras online – Com informações do Jornal O Dia

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