Loja atingida por incêndio no centro comercial de Picos teve perda total
- Um incêndio de grandes proporções destruiu a loja Nordeste Bijú, no centro de Picos, na madrugada deste domingo, exigindo o uso de cinco mil litros de água pelo Corpo de Bombeiros para conter as chamas.
- O sócio do estabelecimento, Marcelo Cordeiro, atribuiu o sinistro a um curto-circuito interno e manifestou forte insatisfação com a demora no atendimento da guarnição, alegando que o tempo de resposta superou uma hora de espera.
- O tenente Hamilton Lemos destacou a vulnerabilidade de comércios antigos na região com instalações elétricas precárias e ressaltou que, sem a solicitação de perícia pelos proprietários, a causa oficial do incêndio permanece tecnicamente indeterminada pelas autoridades.
Um incêndio de grandes proporções atingiu a loja Nordeste Bijú, localizada na Travessa Benedito Reinaldo, Centro de Picos, na madrugada desde domingo (2). Segundo informações do comandante do Corpo de Bombeiros de Picos, Hamilton Lemos, a guarnição foi acionada por volta das 22 horas e que até o momento não se sabe o que ocasionou o incêndio. Foram utilizados cinco mil litros de água para combater as chamas.
“Como iniciou nós não podemos precisar, mas o que eu posso dizer é que quando a guarnição chegou se deparou com o estabelecimento em chamas pelo lado de dentro, foi necessário arrombar as portas, autorizada pelos proprietários, e foi chamado a Eletrobras, que veio e deligou a energia e nós atuamos por completo, primeiro na tentativa de evitar que as chamas se alastrasse para os comércios vizinhos e depois na extinção das chamas necessariamente”, contou.
De acordo com o tenente, na cidade de Picos tem vários comércios antigos e com instalações precárias. “ Aquele comércio que a gente percebe que ele não tem autorização dos bombeiros, o atestando de regularidade. Eles apresentam fiações que se deixam a ver a olho nu, fiações antigas, tanto também a questão arquitetônica antiga, não estou dizendo que é o caso da Nordeste Bijú”, disse.
O tenente afirma que o perito não foi solicitado pelos proprietários e que quando acontece um incêndio desse porte, os proprietários devem exigir logo a perícia se necessário e se houver suspeita de incêndio criminal.
A nossa equipe conversou com o sócio da loja, Marcelo Cordeiro, que afirmou que o incêndio foi provocado por um curto circuito. O empresário criticou a demora que o Corpo de Bombeiros levou para atender a ocorrência.
“Ontem a noite nós fomos ligados por populares, dizendo que a loja estava pegando fogo, chegamos aqui em questão de dez minutos e a população já estava toda cercando o perímetro da loja. De pronto as pessoas já acionaram o Corpo de Bombeiros, observando que quando adentramos na loja que a causa foi de circuito interno, não houve nada de incêndio criminoso, mas fica aí a insatisfação no tocante ao Corpo de Bombeiros, a população em peso viu a imperícia do mesmo ao chegar ao local em sua atuação ficou comprometido, bem como o tempo de resposta foi mais de uma hora para o Corpo de Bombeiro chegar”, disse.
Marcelo conta que o prejuízo foi total, pois os materias que tinham na loja eram todos de couro e plástico. A loja não possui seguro.
Grande Picos
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