Jovem denuncia padrasto por abuso sexual em Francisco Santos
- Um jovem de vinte anos registrou denúncia formal na última segunda feira perante o Conselho Tutelar de Francisco Santos relatando ter sofrido abusos sexuais cometidos por seu padrasto identificada pelas iniciais F J S durante aproximadamente nove anos consecutivos
- Os atos criminosos teriam iniciado quando a vítima tinha apenas sete anos de idade em uma escola municipal onde o agressor trabalhava e posteriormente continuaram dentro da residência familiar após o casamento do acusado com a mãe do jovem
- Após receber suporte psicológico no Centro de Referência de Assistência Social o denunciante buscou as autoridades policiais e o suspeito já prestou depoimento formal sendo liberado enquanto as investigações seguem em andamento sob sigilo judicial devido à presença de menores
Um jovem, de 20 anos, natural de Francisco Santos, denunciou, na última segunda-feira (04), ao Conselho Tutelar, ter sofrido abusos sexuais de seu padrasto, o senhor F.J.S., durante cerca de nove anos.
Segundo o denunciante, os abusos começaram enquanto ele era estudante de uma Escolinha da cidade, aos 7 anos de idade. Nessa época, F.J.S. trabalhava no estabelecimento e sempre aproveitava algumas oportunidades a sós com a criança, dentro do colégio, para praticar os atos.

F.J.S. logo iniciou um namoro com a mãe da vítima e, um ano depois, casou-se com ela, passando a realizar, assim, os abusos dentro de casa, consumando o ato de fato, e não apenas em toques, como outrora, de acordo com depoimento do jovem.
Os abusos contra o jovem se estenderam até que ele completasse seus 16 anos de idade. Nesse período, o denunciante ouviu comentários na família de que seu irmão do meio também fora abusado pelo padrasto e, acredita, que sua mãe tenha conhecimento desde então das práticas delituosas do esposo contra, pelo menos, um de seus filhos.
Contudo, permaneceram morando na mesma casa o denunciante, seus dois irmãos menores de idade, a mãe dos três e o padrasto.
Após acompanhamento psicológico no CRAS de sua cidade, o jovem decidiu efetivar a denúncia na delegacia e ao Conselho Tutelar que está investigando o caso em segredo de justiça, por se haver menores envolvidos na denúncia.
Segundo informações recebidas no momento da publicação desta matéria, F.J.S. já se apresentou à Polícia e prestou esclarecimentos sobre o caso. Ele foi liberado, mas a investigação deve transcorrer até sua conclusão e possível penalização.
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