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Juiz diminui quantidade de veículos de propaganda eleitoral no centro de Picos

Audiência para acertar as propagandas eleitorais com veículos-Foto: Romário Mendes

Após suspender na última quarta-feira (19) a propaganda eleitoral veiculada em carros, motos e bicicletas de sons em Picos, alegando receber da comunidade denúncias da prática de abusos. O juiz da 62ª Zona Eleitoral da Comarca de Picos Geneci Benevides Ribeiro realizou na manhã de hoje (20) no auditório do Cartório Eleitoral uma audiência com representantes de coligações dos partidos políticos de Picos e com o promotor Flávio Teixeira para discutir sobre a propaganda volante no centro da cidade.

Durante a audiência o juiz e o promotor decidiram que cada coligação usará quatro veículos de propaganda no centro de Picos, sendo dois carros e duas bicicletas.

Na audiência foi acertada a área por onde os veículos poderão circular para realizar a propaganda eleitoral. A área delimitada compreende da rua São Sebastião até a altura da rua Olavo Bilac, rua do cantinho, que entra na praça Josino Ferreira e vai até a Rua São Benedito, saindo na  BR 316 e entra na Rua Estrada de Santos, Av. Getúlio Vargas e ruas  Rua Santo Antônio, São José e São Francisco e chega novamente na Rua São Sebastião, fechando assim esse quadrilátero.

Para o juiz Geneci Benevides a justiça não pode proibir a propaganda politica volante por proibir, porque a propaganda é um direito dos partidos e o objetivo era diminuir as quantidades de veículos de propaganda politica, principalmente no centro da cidade de Picos. “Alcançamos o nosso  objetivo, que era diminuir os carros de propaganda politica no centro da cidade e foram delimitadas também as ruas para circularização dos veículos e se esse abuso permanecer em outras áreas vamos fazer a mesma coisa que fizemos agora, para também diminuir este excesso”, declarou.

Segundo Geneci se as coligações não cumprirem com as determinações acertadas na reunião, os partidos sofrerão uma multa no valor de um mil reais e retenção do veiculo por dois dias e caso de continuar infringido a lei será excluído da propaganda eleitoral.

Promotor Flávio Texeira e o juiz Geneci Benevides-Foto: Romário Mendes

Para o promotor Flávio Teixeira o Ministério Público e a Justiça Eleitoral irão fiscalizar de forma mais rigorosa os veículos de propaganda de som. Flávio diz ainda que dificilmente as coligações irão cumprir o acordo. “Eu não acredito que eles irão cumprir, porque essa audiência só foi um ato, que nós já vínhamos precedidos de várias ponderações e os candidatos até que vinham cumprindo acordo com os carros de som baixo, mas agora eles insistem em dizer, que se quer não podem controlar seus motoristas e vamos ter partir para uma punição mais severa”, frisou.

Tiago Saunders, coordenador de campanha da coligação “A mudança que o povo quer”, diz que a audiência foi positiva e que conseguiram achar uma forma melhor ajustar a propaganda sonora, causando menos danos à população. “Vamos causar menos danos aos comerciantes do centro e sem deixar de transmitir a mensagem, as nossas propostas e os nossos números dos nossos candidatos”, diz.

Audiência foi realizada com os representantes das três coligações-Foto: Romário Mendes

Mark Neiva, advogado da coligação “Juntos para fazer muito mais” diz também que a reunião foi positiva e que dá para as coligações cumprirem o acordo. “Eu acredito que o acordo foi positivo não só para as coligações, como também para a sociedade em geral e é devidamente possível cumprir o acordo, com a redução dos carros e a delimitação da área geográfica fica plausivelmente possível”, relata.

Para Gleuton Portela da chapa “Com Deus e o povo” destacou que a representação foi desfavor da coligação “Unidos para fazer muito mais” e “A mudança que o povo quer” e a representação não era do partido dele. “O Juiz preferiu suspender de todas as coligações e eu aceitei tranquilamente, já que é de beneficio do povo, agora em momento algum infringimos a lei, porque jamais eu iria ferir a legislação, muito menos prejudicar o nosso ambiente sonoramente”, destaca.

 

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