Literatura Piauiense entra no Novo Currículo Escolar
- O Conselho Estadual de Educação oficializou a obrigatoriedade do ensino de literatura piauiense nas redes pública e privada a partir do próximo ano letivo, conforme diretrizes apresentadas em audiência pública realizada nesta sexta-feira.
- A medida fundamenta-se na Lei Estadual 5.464/2005 e na Resolução CEE/PI 11/2009, sendo uma conquista articulada pelo presidente da Academia Piauiense de Letras, Zózimo Tavares, visando valorizar a produção literária regional no currículo escolar.
- Embora as instituições de ensino mantenham autonomia para estruturar seus projetos pedagógicos, o Conselho Estadual de Educação editará normas regulamentadoras específicas para assegurar a efetiva implementação deste conteúdo dentro da formação geral básica dos estudantes piauienses.
O ensino de Literatura Piauiense passa a ser ministrado nas escolas das redes pública e privada a partir do próximo ano.
É que estabelece a Resolução do Conselho Estadual de Educação para o Novo Ensino Médio no Piauí.
O documento, com mais de 30 artigos, institui as Diretrizes Curriculares para a Implementação da Etapa do Ensino Médio como Etapa Final da Educação Básica e foi apresentado hoje (24/11) em audiência pública do CEE, transmitida de forma virtual.
O Artigo 7º da Resolução, que trata especificamente Formação Geral Básica, define, em seu parágrafo 4º:
“Os estudos de Língua Portuguesa devem incluir o ensino de literatura brasileira de expressão piauiense, nas escolas das redes pública estadual e privada, no Estado do Piauí, em obediência à Lei Estadual nº 5.464/2005 e Resolução CEE/PI nº 11/2009”.
A presidente em exercício do Conselho Estadual de Educação, professora Margareth Santos, esclareceu que a escola terá autonomia para definir seu projeto pedagógico, mas o CEE editará regulamentação visando ao cumprimento dessa norma.
A audiência pública contou com a participação de representantes de várias instituições, como o próprio Conselho, a Universidade Estadual do Piauí, a Secretaria de Educação, IFPI, Senai, Sesi e Senac, além do Sindicato das Escolas Particulares do Piauí.
A Academia Piauiense de Letras foi representada pelo seu presidente, jornalista Zózimo Tavares, que desde a sua posse vem cobrando a inclusão do ensino de literatura piauiense nas escolas.
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