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Marketing & Negócios – Varejo picoense registra queda no primeiro semestre de 2019

O desaquecimento da economia tem provocado demissões e fechamento de lojas.

O primeiro semestre de 2019 foi considerado perdido para a maioria dos lojistas picoenses. Este ano o comércio local ainda não registrou crescimento nas vendas, nem mesmo nas principais datas comemorativas, segundo informações da Câmara de Dirigentes Lojistas de Picos (CDL).

O declínio nas vendas atingiu todos os setores do varejo local e esse desaquecimento da economia tem provocado demissões e fechamento de lojas. Para a vice-presidente da CDL, Ane Louise Bertino, que é empresária do setor de moda, a incerteza do cenário econômico tem influenciado o comportamento de compras dos consumidores da Região do Vale do Guaribas.

“Nós não tivemos crescimento. Até agora todas as datas comemorativas tiveram quedas [nas vendas]. Ás pessoas estão receosas, com medo de investir por causa do cenário de incertezas” destacou a empresária.

vice-presidente da CDL, Ane Louise Bertino.

A queda do varejo pioense é um reflexo do cenário nacional, as vendas do comércio varejista caíram 0,6% na comparação com o período anterior, segundo dados divulgados no último dia 12 e junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do pior resultado para os primeiros meses do ano desde 2015 (-1%) e também a primeira contração para os meses de abril e maio em quatro anos.

Em Picos, os lojistas esperam recompensar as perdas durante o período de férias. “A projeção é que o crescimento das vendas aconteça durante o período de férias. Vem aí muitas promoções de férias, e a gente espera que nas próximas datas tenhamos mais êxito”, destaca Bertino.

Entre as causas da queda no varejo estão a rápida desvalorização do real após a crise logística e a alta na inflação – sobretudo entre os preços administrados como tarifas de energia elétrica e combustíveis. Exemplo dessa tendência seria o comportamento dos preços administrados como gasolina, energia elétrica, planos de saúde e gás de cozinha. O aumento nas tarifas pesa muito no bolso do consumidor, que acaba sacrificando os gastos no comércio, e eleva os custos do varejo.

Crescendo em marcha lenta, o varejo brasileiro enfrenta um período de “provação”. Dessa forma, para alguns especialistas em varejo, a recuperação de patamares não deve ocorrer em 2019, “ficando para o segundo semestre de 2020 ou início de 2021”.

A vice-presidente da CDL, Ane Louise Bertino, terminou a entrevista falando em manter o otimismo, porém mais do que isso, o lojista precisa se movimentar e sair da zona de conforto para superar o período. Inovação e criatividade e, sobretudo, resiliência, deve ser tônica para este momento.

 

Raí Silva Junior  – Jornalista, Publicitário, Especialista em Marketing. Pesquisador em marketing de vendas, mercado digital, varejo e comunicação estratégica.

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