MDB e PT podem se enfrentar na Alepi caso consenso não aconteça
- A base aliada do governo enfrenta um impasse estratégico na Assembleia Legislativa do Piauí para 2023, onde MDB e PT disputam a presidência da casa após a saída definitiva do deputado Themístocles Filho.
- O Partido dos Trabalhadores aposta na candidatura de Franzé para assumir o comando legislativo, enquanto o MDB busca manter sua hegemonia interna apresentando três nomes potenciais, incluindo o deputado João Mádison, sob rígida orientação.
- Caso as negociações políticas não resultem em um consenso entre as legendas, o cenário aponta para uma disputa eleitoral democrática e direta, exigindo que os partidos busquem apoio inclusive entre membros da oposição parlamentar.
A base aliada tem um grande “abacaxi” para descascar nos próximos dias: escolher entre o MDB e o PT para presidir a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) em 2023. O MDB não quer perder o comando da mesa-diretora e o PT joga todas as suas fichas agora em virtude da saída do deputado Themístocles Filho da Casa.
“Não havendo consenso é natural que deva ter uma candidatura do MDB juntamente com a candidatura do PT. Tem muito tempo para trabalharmos”, disse o deputado João Mádison em entrevista à TV Cidade Verde.
No PT, o nome mais cotado para disputar a Alepi é o de Franzé. Já no MDB, pelo menos três disputam o posto, inclusive o próprio deputado João Mádison.
“É natural que o MDB trabalhe para sair unido. O MDB tem que sair com a candidatura única para que a gente possa procurar os outros partidos para buscar o consenso”, declarou, adiantando que o diálogo deve ser mantido também com a oposição.
“Esse consenso passa também pelo diálogo com o PT, juntamente com a oposição, que nós conhecemos a todos. A gente tem como transitar e trabalhar um nome”, destacou.
Mádison reconheceu que Franzé é uma boa indicação e internamente lembrou que nenhum membro do MDB pode ser candidato sem o apoio de Themístocles.
“Hoje fala-se na oposição no nome do Franzé, um nome excepcional, grande deputado. Espero que a gente possa ter um nome de consenso e fazer um trabalho. O Themístocles é o nosso professor. Ninguém do MDB pode ser candidato sem o apoio do Themístocles”, afirmou.
Caso não o tão falado consenso não aconteça, a disputa será no voto. “Aí teremos uma eleição natural, democrática, sem agressão”, finalizou João Mádison.
Fonte: Hérlon Moraes/Cidade Verde
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