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Medicamentos regulados pelo Governo serão reajustados em até 5,68%

A partir desta segunda- feira, dia 31, passa a vigorar o reajuste de até 5,68% no valor dos medicamentos com preços regulados pelo Governo. A resolução da Câmara de Regulação de Medicamentos (Cmed) autorizando a alta nos preços foi publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira.

A notícia não foi vista com bons olhos pela professora Graça Círiaco. Desde dezembro, quando sofreu um infarto, ela tem que desembolsar a quantia mensal de aproximadamente R$600 com a compra de medicamentos de uso continuo. “São medicamentos caros. Tem um que a caixa é quase R$400 e só dura um mês. São medicamentos para cardiopatia e que tratam da pressão, controle do colesterol, por exemplo”, explica.

A professora Graça alega que o auemnto no preço comprometerá o seu orçamento - Foto: Jailson Soares/O Dia
A professora Graça alega que o auemnto no preço comprometerá o seu orçamento – Foto: Jailson Soares/O Dia

Com a compra dos medicamentos, ela estima que destina 10% do orçamento mensal. “É uma quantia alta. Acho um absurdo essas altas em medicamentos, sobretudo em medicamentos de uso continuo. Eu, felizmente, ainda tenho como arcar com esse dinheiro, mas tem muita gente que não tem. São remédios que deveriam ser distribuídos de forma gratuita pelo Governo, mas é uma Via Crucis para conseguir isso. A gente só compra porque é o jeito”, diz ela.

A professora lamenta que, todas as vezes que há anúncios de reajustes em salários, por menor que seja, tudo reajusta, desde alimentos até medicamentos. “A gente lamenta esse reajuste, principalmente na idade que estamos, perto de se aposentar e que poderia ter esse dinheiro para viver mais tranquila. São remédios que terei que usar a vida toda e que compromete bastante meu salário”, pontua.

Segundo a resolução, para os remédios de baixa concorrência, que somam mais de 40% no mercado, o reajuste máximo autorizado é 1,02%. Medicamentos de alta concorrência poderão ser reajustados em até 5,68%, mesmo percentual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses. Os novos preços já entram em vigor na segunda-feira, quando as indústrias farmacêuticas e distribuidoras já podem adotar os novos preços, desde que realizem a entrega do Relatório de Comercialização Obrigatório ao Ministério da Saúde.

Segundo as estimativas do Ministério, cerca de 9 mil medicamentos terão os preços reajustados. A Cmed fixa o valor do reajuste anualmente, com base em critérios técnicos definidos na Lei 10.742 de 2003. Para a definição do reajuste, são considerados no cálculo a inflação do período (de março de 2013 até fevereiro de 2014), produtividade da indústria, variação de custos dos insumos e concorrência dentro do setor.

Fonte: Jornal O Dia

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