Ministério da Defesa pede ao TSE acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas
- O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, solicitou ao TSE acesso urgente aos códigos-fontes dos sistemas de votação e totalização para as eleições de 2022, estabelecendo um prazo de resposta entre 2 e 12 de agosto.
- O Tribunal Superior Eleitoral rebateu a demanda reforçando que o acesso aos códigos-fonte está disponível desde outubro de 2021, garantindo que todos os mecanismos de auditagem do sistema eletrônico permanecem vigentes e acessíveis aos órgãos.
- O general Nogueira reiterou pedidos de informações adicionais para o grupo técnico das Forças Armadas, alertando que a ausência de respostas pode comprometer as etapas de fiscalização previstas na resolução oficial do pleito eleitoral.
O ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, enviou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um pedido para acessar os códigos-fontes dos sistemas eleitorais. Segundo o site Poder 360, o ofício foi classificado como “urgentíssimo”: o prazo à corte para o agendamento é de 2 a 12 de agosto. As informações são do Yahoo Notícias.
“Solicito a Vossa Excelência a disponibilização dos códigos-fontes dos sistemas eleitorais, mais especificamente do Sistema de Apuração (SA), do Sistema de Votação (VOTA), do Sistema de Logs de aplicações SA e VOTA e do Sistema de Totalização (SisTot), que serão utilizados no processo eleitoral de 2022”, diz o documento enviado ao ministro Edson Fachin.
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Nogueira afirma que a necessidade da resposta se deve ao “exíguo tempo disponível até o dia da votação”. O 1º turno das eleições está marcado para 2 de outubro.
Já o TSE afirma que o acesso aos códigos-fonte do sistema de votação foi aberto em outubro do ano passado, e que todos os mecanismos de auditagem continuam vigentes.
O site Poder 360 também teve acesso a um segundo documento enviado pela Defesa, reiterando o pedido de julho de 2022 sobre o envio de outras informações para o grupo técnico das Forças Armadas. Segundo o general, a falta de resposta pode prejudicar o trabalho da equipe.
“Considerando que a ausência das referidas informações poderá prejudicar o desenvolvimento dos trabalhos da supracitada equipe quanto ao cumprimento das etapas de fiscalização previstas na Resolução do TSE e, também, que há a necessidade de um ponto de contato que facilite as ações de fiscalização, reitero as solicitações”, diz Nogueira.
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