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Ministério da Saúde anuncia redução da quarentena para infectados por covid-19 para sete dias

Pacientes poderão realizar novo teste da Covid-19 no quinto dia, caso não apresente mais sintomas

O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira, a redução do tempo de quarentena para pacientes com Covid-19 para sete dias. De acordo com a pasta, a medida vale para pessoas em casos leves e/ou moderados. Conforme a pasta, a pessoa poderá realizar um novo teste já no quinto dia de isolamento social, caso não apresente nenhum sintoma respiratório, febre ou esteja sem fazer uso de medicamento há 24 horas.  As informações são do Correio do Povo.

Com o resultado negativo, ele poderá sair do período de quarentena, desde que seguindo as medidas de prevenção como evitar aglomerações, utilização de álcool gel e máscaras. Se tiver resultado positivo, o paciente deverá seguir em isolamento social até o décimo dia.

Não vacinados e arrependidos 

Ludhmila Hajjar, médica intensivista e cardiologista, já havia declarado que os pacientes com covid-19 nas UTIs são aqueles que não tomaram a vacina contra a doença. Ela ainda chamou atenção para o alto número de profissionais de saúde infectados na nova onda de casos, em decorrência da variante Ômicron.

“As UTIs estão atualmente só com casos de covid entre os não vacinados. Os imunizados dificilmente passam do atendimento ambulatorial”, relatou a médica em entrevista ao jornal O Globo.

Enquanto pessoas imunizadas contra a covid-19 têm forma leves da doença, os não-vacinados, por outro lado, podem sentir o impacto de forma mais intensa. “A variável mais expressiva em relação ao perfil da doença, tem sido, definitivamente, o não vacinado.”

“Como intensivista, tenho visto cada vez mais pacientes internados arrependidos de não terem sido vacinados. Eles chegam com a forma grave da doença, se arrependem, porém, já é tarde.”

Em março de 2021, Ludhmila foi cotada para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Eduardo Pazuello. A médica, no entanto, recusou o convite do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A sugestão da Saúde acompanha a atualização do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, que reduziu de dez dias para cinco dias o tempo recomendado de isolamento para assintomáticos, desde que prossigam com o uso de máscara e testem negativo para a doença. No caso dos sintomáticos, a recomendação é reduzir a quarentena de catorze para sete dias.

A medida começou a ser debatida com mais profundidade depois que hospitais e centros médicos brasileiros implementaram redução das quarentenas, permitindo o retorno antecipado de profissionais de saúde aos postos de trabalho. Na semana passada, a prefeitura do Rio de Janeiro publicou uma resolução reduzindo de duas semanas para cinco dias o período mínimo de isolamento recomendado.

Antes da reunião, ainda não havia consenso entre os secretários para definir a redução. Na avaliação de Queiroga, entretanto, um dos pontos em prol da flexibilização foi o avanço da vacinação no Brasil. O ministro destacou que há imunizantes suficientes para cumprir todo o cronograma da pasta e garantiu que o mesmo ocorre quanto a medicamentos e equipamentos para tratar pacientes com Covid-19.

“Gostaria de tranquilizar os brasileiros que o Ministério da Saúde tem provisões”, disse o ministro. Ele reconheceu o potencial transmissivo da variante ômicron e afirmou que, no pior cenário em relação a um aumento de internações, há “capacidade de duplicar os leitos de terapia intensiva, se esse for o caso”.

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