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Mulheres Admiráveis: a história de Vívian Hipólito, mulher, mãe e enfermeira na ala covid

“Eu não me importaria de ficar desempregada se isso acabasse hoje", disse Vívian emocionada.

Vívian Roselany Ferreira Hipólito, de 27 anos, se formou em Enfermagem na Universidade Federal do Piauí em 2018 e antes de poder ingressar como profissional em sua área, engravidou do seu filho, Vicente Lucas. Sempre disposta a ajudar e com o coração aberto, aceitou trabalhar no Hospital Regional Justino Luz (HRJL), em Picos, no início da pandemia do novo coronavírus.

Com o aparecimento de casos cada vez mais graves na região, o Hospital Regional de Picos precisou se adaptar à nova realidade, começando pela contratação de novos profissionais. “No começo foi bem tenso, foi meu primeiro emprego na área da saúde, a gente não tinha nem a ala covid ainda, era só uma parte adaptada do hospital, era bem complicado”, contou a enfermeira.

Vívian Hipólito – Foto: Arquivo pessoal

Porém, mesmo com as adversidades, Vívian disse que sentia a necessidade de ajudar, pois todos sabiam como estava a situação em outros locais e era questão de tempo até chegar em Picos e região. “Eu fiquei com receio de ir para lá, medo de me contaminar e passar para a família, mas eu queria trabalhar na minha área, queria ajudar”, completou.

Não demorou muito para esse medo se concretizar. A enfermeira foi uma das primeiras profissionais a contrair o vírus e chegou a ter somente a perda de olfato e paladar. Contudo, tomou os devidos cuidados e não passou para mais ninguém da sua casa, incluindo seu filho, que tinha apenas 1 ano e 3 meses, quando ela começou a trabalhar.

Vívian Hipólito – Foto: Arquivo pessoal

E mesmo já estando a quase um ano trabalhando na área, a profissional conta que ainda se sabe muito pouco do vírus e que, segundo ela, essa é a pior fase da pandemia, pois todos já estão cansados e perderam o medo. “Eu não me importaria de ficar desempregada se isso acabasse hoje, a gente vê casos tristes todos os dias, a gente vê famílias inteiras internadas, é triste, muito triste”, falou Vívian emocionada.

A enfermeira finalizou sua fala relatando que ela e todos os colegas de trabalho estão se doando ao máximo, além dos seus trabalhos, são acompanhantes e muitas vezes servem até como psicólogos para os pacientes.

Foto: Arquivo pessoal

E assim como Vívian Hipólito, existem várias outras mulheres, profissionais da saúde, que estão dando o seu máximo e que esperam por dias melhores, a esperança ainda não acabou e são mulheres fortes como ela que estão carregando o país nas costas nesse momento tão difícil em que estamos vivendo.

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