Municípios podem não pagar novo piso salarial do professor, diz APPM
- A Associação dos Municípios Piauienses alerta que o reajuste de 13% no piso salarial dos professores é insustentável para diversas prefeituras, visto que o repasse do Fundeb terá um incremento significativamente inferior, gerando desequilíbrio financeiro.
- Prefeitos como Neto Minervino, de Santa Cruz dos Milagres, afirmam que a discrepância entre o aumento salarial e a receita do Fundeb forçará cortes drásticos em investimentos essenciais, incluindo obras públicas, combustíveis e logística municipal.
- O secretário interino de educação, Helder Jacobina, propõe uma estratégia baseada no aumento do número de matrículas escolares para elevar o volume de recursos do Fundeb e equilibrar as contas públicas diante das despesas crescentes.
[ad#336×280]Com o novo piso salarial dos professores que recebeu reajuste de 13%, a Associação dos Municípios Piauienses (APPM) diz temer que alguns municípios não consigam cumprir o pagamento em sua integralidade. O motivo, segundo o presidente da associação Arinaldo Leal, está no repasse do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em que o percentual será menor do que o reajuste.
Segundo o presidente da APPM, enquanto alguns municípios terão que aumentar em 13% o valor do piso salarial do professor, só receberá um aumento de 2% no repasse do Fundeb. “Diante disso você tira que a situação é desproporcional. Então o que a gente quer é que o governo aumente o repasse proporcionalmente ao valor do reajuste”, disse o presidente.

Entre os municípios que podem não conseguir cumprir o pagamento do novo piso salarial do professor está Santa Cruz dos Milagres. O prefeito da cidade, Neto Minervino, disse que, para pagar os professores terá que cortar tudo.
“Em Santa Cruz dos Milagres o aumento do Fundeb será de apenas 1,4% enquanto o ajuste no salário dos professores será de 13%. Como o município vai se encaixar e buscar recursos para pagar essa diferença? Vamos ter que cortar em obras, em combustível, fretes, cortar praticamente tudo”, contou.
Para resolver o problema, o secretário interino de educação, Helder Jacobina, diz que já possui uma estratégia. “Estamos fazendo um levantamento da situação em que a gente se encontra porque, enquanto se aumenta o número de matrículas, consequentemente, entram mais recursos para o Fundeb. Entrando mais recursos, vem mais investimentos para honrar os compromissos e sair dessa situação na qual a educação do Piauí se encontra, com despesas maiores do que receitas”, garantiu.
Fonte: G1
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