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Reviravolta: Namorada do policial do Bope é presa e indiciada como co-autora do crime

O delegado Gustavo Jung, que preside o inquérito, confirmou que a namorada do policial morto, Maria Ocionira Barbosa, foi presa dentro do Hospital Areolino de Abreu. A prisão ocorreu agora há pouco. Para a Polícia, Ocionira sabia do assassinato do cabo do Bope, Claudemir Sousa, e foi indiciada como co-autora do crime. 

Atualizada às 12h

A diretora do Hospital Areolino de Abreu e namorada do policial do Bope, Maria Ocionira Barbosa, 45 anos, foi apontada como co-autora intelectual do assassinato do PM. 

Ocionira e o policial Claudemir Sousa
Ocionira e o policial Claudemir Sousa

De acordo com o presidente do inquérito, delegado Gustavo Jung, a mulher mantinha relacionamento amoroso simultâneo com a vítima, o cabo do Bope, Claudemir de Paula Sousa e com o suspeito de ser mandante do crime, o funcionário da Infraero, Leonardo Ferreira Lima.. A funcionária pública foi desmentida em seu depoimento ao delegado do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco). 

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As investigações apontaram que, no dia do crime, o cabo do Bope visitou Maria Ocionira no hospital em que ela trabalha. Os dois tinham planos de casar em 2017 e minutos antes da execução, a co-autora enviou fotos do apartamento, onde os dois morariam, para familiares.

Delegados do caso
Delegados do caso

“Toda a família do policial sabia que eles iam casar em fevereiro. Os dois visitaram vários apartamentos onde iriam morar. Concomitante, ela mantinha um relacionamento amoroso e profissional com o Leonardo e isso foi devidamente comprovado nos autos por meio de testemunhas. Ela e o Leonardo também se apresentavam como casal, tinham veículos em nome de um e outro. Às 11h30, a vítima foi visitar a Ocionira no trabalho dela para falarem sobre o casamento, pois pensavam em casar em fevereiro. Como a mãe dele tinha chegado de viagem recentemente, eles combinaram de anunciarem o casamento mais para frente. À noite, minutos antes do crime, a Ocionira enviou fotos do apartamento mobiliado, onde ambos iam conviver quando casassem””, disse Jung. 

Local da morte do cabo Claudemir
Local da morte do cabo Claudemir

Maria Ocionira e Leonardo compraram passagens aéreas um dia antes do crime, no dia 05 de dezembro, para passarem o ano novo juntos no Rio Grande do Norte. Além disso, a co-autora e o mandante tinham comprado passagens áreas para Amsterdam, na Holanda, para viagem no mês de janeiro. 

“No dia 05, um dia antes do crime, a Ocionira e o Leonardo compraram passagens para o Rio Grande do Norte: eles iriam viajar dia 28 e retornariam dia 01. Eles iam passar o Ano Novo juntos. Se não bastasse, descobrimos que eles haviam comprado uma passagem para a Europa e que iam viajar em janeiro. Eu pergunto: como uma pessoa que pretende casar, comenta com a família o casamento, sabendo que estava com um relacionamento com Claudemir e Leonardo e estava com passagens compradas com o mesmo localizador, com quarto duplo. Eles (Ocionira e Leonardo) já tinham viajado juntos em julho. Ela estava ciente de toda a situação”, disse o presidente do inquérito.

Para a Polícia Civil o crime está elucidado e teria motivações tanto afetivas como profissionais. “Tem a questão passional e questão da atividade ilícita realizada por Leonardo. Existe uma relação entre as duas coisas. Há uma interligação em toda a trama e o Claudemir foi vítima disso tudo”, declarou o delegado geral, Riedel Batista.

Na casa de Leonardo foram encontrados documentos que indicam fraude em aposentadorias praticadas por Maria Ocionira, questões que serão investigados pela Polícia Federal. 

“Na casa do Leonardo foram encotrados documentos que dão conta de possíveis fraudes em procedimentos de aposentadoria junto ao INSS. Um detalhe que nos chamou a atenção foi que nos documentos havia o nome de Ocionira. Encontramos agendas em que fazia referência a valores financeiros devidos a Ocionira e a Leonardo. Isso nos levou a crê que ambos eram parceiros profissionais e que o Leonardo era uma espécie de secretário dela. Encontramos carimbos de inúmeros sindicatos de municípios piauienses, carimbos de tabelionatos de notas, selos judiciais e de serventias cartorais. Inicialmente, não podemos dizer se esse material é falso ou não. Só a perícia vai apontar isso. Mas, sem dúvidas nenhuma, aquele material não era para estar ali. Também detectamos modificações bastante comprometedoras de dados, algo ilícito, pois ninguém pode modificar documento público”, explica o delegado.

A polícia ainda não solicitou a prisão preventiva da suspeita, que com Claudemir planejava casar em fevereiro do ano que vem. 

Participação individualizada, de acordo com a Polícia Civil

Maria Ocionira

Apontada como co-autora intelectual

Leonardo

Apontado como o mandante/co-autor. Proprietário das armas. Na residência dele foi encontrado o carregador da pistola usada no crime. Ele, inclusive, ostentava a pistola em mesas de bar. 

Wesley Marlon

Apontado como executor. Tinha participação bastante significativa em latrocínios, roubos e homicídios e, inclusive, esteve preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas-MA. No dia antes execução, ele andou nas imediações onde ocorreria o crime no dia seguinte. De início, ele negou, mas depois deletou toda a trama criminosa. Usou uma pistola 380 para matar a vítima (a arma era de Leonardo)

Igor (vulgo Gordo)

Responsável por recrutar o bando. Foi responsável por repassar o veículo roubado (Fiat Uno Vivace) para ser utilizado na fuga, bem como duas armas. Conhecia os atiradores e o resto do bando.

Flávio Willame

Apontado como executor. Usou um revólver calibre 38 para matar a vítima. (a arma era de Leonardo)

Beto Jamaica

Trabalhava como taxista e foi apontado como o intermediador/agenciador. Sabia que matariam um policial. Ele confirmou que se reuniu com o Leonardo várias vezes. 

Francisco Luan e Thais Monait

Apontados como ‘olheiros’. Ficaram responsáveis por monitorar a vítima, o passo a passo dele na região. O monitoramento se intensificou na academia e casa da vítima, nos dias 4,5 e 6. No dia do crime, o Luan estava em um canto, próximo ao Fiat Uno Vivace usada na fuga; A Thaís estava sentada em uma sorveteria sentada e deu o sinal para os atiradores agirem. 
Wagner Falcão

Testemunha do caso e prestou falso testemunho. Ele era amigo do Leonardo e sabia da arma, bem como de parte da trama. 

CIdade Verde

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