“Não está sendo fácil para ninguém”, diz professora sobre aulas remotas
- O isolamento social imposto pela pandemia prejudicou severamente a educação infantil na rede municipal de Picos, onde a ausência de interação presencial e o déficit de acompanhamento familiar comprometeram o aprendizado dos alunos mais jovens.
- A professora Nádia Sousa destaca que a falta de acesso à internet entre estudantes carentes agrava o cenário, forçando educadores a adotarem vídeos interativos e estratégias pedagógicas lúdicas para tentar manter o engajamento escolar semanal.
- Especialistas defendem que a superação desses desafios educacionais exige uma parceria estreita entre pais e professores, focada na criação de rotinas estruturadas e ambientes lúdicos que ofereçam o suporte emocional necessário para as crianças.
Depois de quase um ano de isolamento e aulas remotas, a relação entre os alunos, pais e educadores foi prejudicada e foi preciso inovar na maneira de dar aula. Para os educadores, a principal área afetada foi a educação infantil, já que pelo motivo dos alunos serem muito novos a educação ficou prejudicada.
Para a professora de educação infantil, Nádia Sousa, uma das principais problemáticas enfrentadas durante esse período foi a falta de acompanhamento da família e a grande quantidade de crianças carentes que não têm acesso a internet. “As crianças precisam da presença, do calor humano, e diariamente estamos tentando contornar isso com novas estratégias de ensino, mas confesso que não está sendo fácil para ninguém”, disse.

A professora explicou que na rede municipal de Picos as aulas são gravadas semanalmente por meio de vídeos interativos e educativos para que possam prender a atenção das crianças. “Nesses vídeos são trabalhados os conteúdos semanais de forma divertida, pois nessa idade eles têm a necessidade do contato e interação com os professores e a turma”, afirmou.
E apesar de estar sendo um grande desafio, Nádia disse que é possível melhorar esse ensino se tiver uma união entre professores e responsáveis pelo aluno. “Estabelecer uma rotina, preparar um cantinho lúdico, ter um acompanhamento diário, e acima de tudo, muita paciência, pois as crianças são muito sensíveis e não entendem esse cenário de caos em que estamos vivenciando”, finalizou.
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