Nome de candidato a prefeito de Dom Expedito Lopes aparece na lista do TCU entre os que receberam auxílio emergencial
- O Tribunal de Contas da União identificou mais de dez mil candidatos nas eleições municipais que receberam auxílio emergencial possuindo patrimônio superior a trezentos mil reais, conforme relatório divulgado pelo ministro Bruno Dantas.
- O candidato a prefeito de Dom Expedito Lopes, Dannúbio Araújo Barros, consta na lista oficial do TCU após declarar bens avaliados em trezentos e trinta e oito mil reais, sugerindo possível recebimento indevido do benefício.
- O órgão ressalta que os dados são apenas indícios de irregularidades, cabendo ao Ministério da Cidadania confirmar a natureza do pagamento e ao Tribunal Superior Eleitoral apurar a ocorrência de eventuais crimes eleitorais cometidos.
O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou na última sexta-feira, 06 de novembro, uma lista com mais de 10 mil nomes de candidatos a vereador, vice-prefeito e prefeito que irão disputar as eleições deste ano e que receberam auxílio emergencial.
A lista produzida pelo TCU contém os candidatos que declararam patrimônio igual ou superior a R$ 300mil e que receberam alguma parcela do auxílio emergencial. Na relação dos candidatos no Piauí, aparece Dannúbio Araújo Barros, candidato a prefeito pela oposição no município de Dom Expedito Lopes.

De acordo com o resultado apresentado, Dannúbio declarou um patrimônio de 338 mil reais, o que demonstram a inclusão indevida do benefício, uma vez que os indícios apontam renda incompatível com as regras do programa.
O despacho do ministro do TCU, Bruno Dantas, que é o relator da ação, diz que, no país, 10.724 mil candidatos aparecem na lista, que cruzou informações do INSS e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O TCU ainda informou que os resultados do cruzamento são apenas indícios de renda incompatível com o auxílio, já que há risco de erro de preenchimento pelo candidato, risco de fraudes estruturadas com dados de terceiros, entre outras possibilidades. O tribunal acrescenta que somente o Ministério da Cidadania poderá confirmar se o pagamento é indevido e somente o TSE poderá confirmar eventuais crimes eleitorais.
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