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O mel orgânico certificado brasileiro, um dos principais produtos de exportação do Piauí, passou a enfrentar um novo cenário no mercado internacional após ser incluído no pacote de tarifas de 12,5% anunciado pelo governo dos Estados Unidos sob alegações relacionadas ao combate ao trabalho forçado.

A medida foi anunciada poucos dias após o produto ficar de fora da tarifa adicional de 25% aplicada a parte das exportações brasileiras. Apesar da exclusão inicial ter sido considerada um alívio para o setor apícola, a nova decisão volta a gerar preocupação entre produtores e exportadores.

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Segundo representantes da cadeia produtiva, a combinação das medidas adotadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) pode elevar a tributação incidente sobre o mel brasileiro para até 37,5%, caso não sejam concedidas exceções.

A Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel) informou que mantém negociações junto às autoridades norte-americanas para tentar reverter ou minimizar os impactos da nova taxação.

O tema tem grande relevância para o Piauí, maior exportador brasileiro de mel. A cadeia produtiva movimenta mais de R$ 100 milhões por ano no estado e garante renda para aproximadamente 12 mil famílias, principalmente ligadas à agricultura familiar.

Em 2025, o estado exportou cerca de 9 mil toneladas de mel para mercados como Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão, movimentando aproximadamente R$ 120 milhões, conforme dados da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF).

Além do mel, o novo pacote tarifário atinge diversos produtos brasileiros, enquanto o governo federal estuda medidas para apoiar os setores exportadores e ampliar a abertura de novos mercados internacionais.

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