Número de mortes por acidente de moto no Piauí é maior que a média mundial
- Dados do Mapa da Violência revelam que a mortalidade por acidentes de moto no Piauí atinge setenta e cinco por cento, superando a média mundial de cinquenta por cento, impulsionada pelo consumo de álcool e negligência com equipamentos.
- O impacto financeiro e estrutural é severo, destacando que em 2012 o Ministério da Saúde gastou mais de cem milhões de reais, enquanto o Hospital de Urgências de Teresina destinou noventa por cento de suas UTIs para esses casos.
- Especialistas alertam que a superlotação provocada por esses traumas evitáveis compromete o atendimento de outras patologias graves, gerando também um contingente permanente de cidadãos dependentes de assistência médica e social continuada.
[ad#336×280]Dados do Mapa da Violência do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos mostram que no Piauí o número de vítimas de acidente de moto é maior que a média mundial. No Hospital de Urgências de Teresina 90% das internações na UTI são de acidentados de moto.
Só em 2012 foram gastos pelo Ministério da Saúde mais de R$ 100 milhões para socorrer vítimas de acidentes com motos. O Hospital de Urgências de Teresina (HUT) gasta em média R$ 7 mil reais com cada vítima desse tipo de acidente.
De acordo com o médico Daniel França, neurologista que trabalha no HUT, esse tipo de paciente acaba ocupando vagas que poderiam ser ocupadas por outros pacientes. “Se observarmos a maioria dos internados na UTI do hospital são pacientes com traumas decorridos de acidente de motos, que poderiam ser evitados. E isso tira a vaga de quem sofreu um infarto, um derrame, ou outras doenças”, enfatiza o médico.

A média mundial de mortes decorridas por acidentes de moto é de 50% em todo o mundo, no estado do Piauí esse número sobe para 75%, e as principais causas são o não uso de capacete, ingestão de bebida alcoólica e falta de habilitação. São 70 mortes para cada cem mil habitantes. “Esse número é muito elevado, e as causa são na maioria das vezes sempre as mesma, bebida, não usar capacete e a falta de fiscalização”, ressaltou o médico Daniel França.
Spó no ano de 2013 o HUT atendeu mais de 10 mil acidentados de moto, o que equivale a mais de 80% dos atendimentos, uma média de 46 atendimentos ao dia. “Além de receberem o atendimento no hospital, essas vítimas de acidentes de motos serão eterno dependentes do estado, pois a maioria que não vem a óbito sofre traumas graves, e não voltam mais a ser que eram, dependendo eternamente de cuidados médicos e sociais”, lembra o neurologista.
Fonte: Portal AZ
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