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Nuvem em formato de tornado é vista em Valença; fenômeno é perigoso e raro no Piauí

De acordo com o especialista, não há conhecimento de que a formação desse tipo de nuvem já tivesse acontecido no Piauí. 

Uma nuvem escura em formato de tornado foi vista na cidade de Valença na tarde desta quarta-feira (13) e o climatologista Werton Costa, esclareceu que tratou-se de um fenômeno “raríssimo no Nordeste”. Werton contou que ocorreu a formação de uma nuvem chamada de supercélula, que pode dar origem a um tornado. De acordo com o especialista, não há conhecimento de que a formação desse tipo de nuvem já tivesse acontecido no Piauí.

O climatologista observou que “é um fenômeno bonito, mas perigoso”. Contudo, Werton acrescentou que não há motivos para preocupação, porque não houve a ocorrência de nenhum tornado ou tempestade na cidade e que não deve acontecer futuramente também no estado como um todo.

Nuvem em formato de tornado em Valença – Foto: Foto: José Gonçalves/ Redes Sociais

“Essa nuvem de formato redondo não é um tornado, mas pode vir a ser um, é pré-tornadíca. No Nordeste, a gente pode dizer que a ocorrência dessa nuvem com rotação, conhecida como supercélula, é raríssima. Porque no Brasil, a gente tem conhecimento de que ela se forma mais no Sul e Sudeste”, disse.

O climatologista esclareceu que o tornado não surge de uma nuvem qualquer, mas de uma especial, que foi a supercélula observada ontem em Valença. Ele acrescentou que o fenômeno tem um potencial de energia “monstruoso”, mas afirmou que “a nuvem só passou no município de forma rápida e girando, como é de característica dela”.

A presença desse tipo de nuvem no estado, de acordo com o climatologista, mostra que nessa estação do ano, há condições de acontecer uma “tempestade severa assemelhada com as que acontecem em um tornado”.

O blogueiro e radialista José Gonçalves foi um dos espectadores do fenômeno na cidade e informou que ocorreu por volta de 17h30. José disse que foi muito rápido e que conseguiu fotografar a passagem da nuvem. “Quando a gente viu ela se formando foi bem rápido. Aí ela foi se formando e passando, e acredito que em menos de três minutos já não dava mais pra gente avistá-la, já tinha passado”, contou.

Fonte: Cidade Verde

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