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OAB de Picos se posiciona sobre morte de pedreiro em ação da PRF

No texto a OAB diz que as mortes de inocentes, moradores de comunidades, não podem continuar a ser tratadas pela Segurança Pública como danos colaterais aceitáveis.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Picos, Estado do Piauí, divulgou nota lamentando a morte do pedreiro Joílson Pereira, de 39 anos, na cidade de Picos, ocorrida manhã de quarta-feira (03/06), após levar dois tiros de um agente da Polícia Rodoviária Federal de Picos. Segundo os relatos, a vítima não obedeceu à ordem de parada e foi perseguido pela viatura da PRF, quando foram desferidos dois tiros durante a perseguição.

No texto a OAB diz que as mortes de inocentes, moradores de comunidades, não podem continuar a ser tratadas pela Segurança Pública como danos colaterais aceitáveis.

Francisco Kleber Alves De Sousa, presidente da OAB – Foto: Reprodução

A morte de Joílson Pereira evidencia mais uma vez que as principais vítimas dessa política de segurança pública, sem inteligência e sem preparos, são pessoas negras, pobres e mais desassistidas pelo Poder Público.

A OAB se colocou a disposição da família de Joílson Pereira e de familiares de outras vítimas da violência do Estado e pede ao Ministério Público Federal e às Polícias Civil e Federal que apurem os fatos e punam os envolvidos, após o devido processo legal.

CONFIRA A NOTA

A Ordem  dos Advogados  do  Brasil,  Subseção  de  Picos,  Estado  do  Piauí,  lamenta profundamente a morte do Sr. Joilson Pereira, de 39 anos, na cidade de Picos, vindo a falecer na manhã de quarta-feira, dia 03, morto após levar dois tiros de um agente da Polícia Rodoviária Federal de Picos. Segundo os relatos, a vítima não obedeceu à ordem de parada e foi perseguido pela viatura da PRF, quando foram desferidos dois tiros durante a perseguição.

A OABPI, Subseção de Picos lamenta profundamente sua morte e que não seja encarada com normalidade pelo Judiciário e por parte da população. A normalização da barbárie é sintoma de uma sociedade doente.

As mortes de inocentes, moradores de comunidades, não podem continuar a ser tratadas pela Segurança Pública como danos colaterais aceitáveis. A morte de Joilson Pereira evidencia mais uma  vez  que  as  principais  vítimas  dessa  política  de  segurança  pública,  sem  inteligência  e  sem preparos, são pessoas negras, pobres e mais desassistidas pelo Poder Público.

A defesa do direito à vida é o princípio mais básico do ser humano e deveria ser o norte de qualquer governo civilizado. Uma política de segurança pública sem planejamento de inteligência atenta contra a integridade da população, e da própria polícia, e afronta os parâmetros básicos de civilidade.

Por meio de sua Comissão de Direitos Humanos, de Segurança Pública e Assistência Judiciária, a OABPI, Subseção de Picos está à disposição da família de Joilson Pereira e de familiares de outras vítimas da violência do Estado e pede ao Ministério Público Federal e às Polícias Civil e Federal que apurem os fatos e punam os envolvidos, após o devido processo legal.

Picos, 04 de junho de 2020.

Francisco Kleber Alves de Sousa – Presidente da OABPI, Subseção de Picos.


Confira a nota da OAB – Picos

Fonte: Web Piauí

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