Patos: Adutora amarrada rompe e deixa cidade sem água
- Uma tubulação da adutora da barragem de Poços de Marruá, em Patos, rompeu no dia dois de janeiro após ter sido fixada inadequadamente com cordas por falta de parafusos, deixando vinte mil habitantes sem abastecimento de água durante vinte e quatro horas.
- A obra bilionária de cento e sessenta milhões de reais, denunciada anteriormente pelo jornalista Aquiles Nairó, evidenciou graves falhas estruturais e gerenciais que culminaram no lento atendimento da Agespisa, cujo conserto emergencial só foi concluído na última terça-feira.
- O empreendimento, que atende cinco municípios, apresenta extrema vulnerabilidade com portões abertos, ausência de segurança e histórico de mortes por afogamento ocorridas desde abril, além de contar com apenas duas funcionárias terceirizadas para toda a administração local.

Uma parte da tubulação da adutora da barragem de Poços de Marruá, na cidade de Patos, que estava amarrada com uma corda, rompeu ontem (02/01), deixando a população sem água durante 24h.
Segundo informou o jornalista do 180graus Aquiles Nairó, em reportagem publicada dia (13/12), a obra custou R$ 160 milhões, mas estava com uma parte da tubulação amarrada com uma corda, por falta de parafusos.
Sem água na cidade, os moradores solicitaram a presença de técnicos da Agespisa ainda ontem, mas somente nesta terça-feira é que o problema foi solucionado.
Além da falta de parafusos na tubulação e da improvisação, a matéria afirma que a barragem, que atende 20 mil pessoas de cinco municípios, encontra-se com “portões abertos, sem segurança, sendo um risco para pessoas que visitam o local, principalmente acompanhadas de crianças“. E segue: “Alguns acidentes já aconteceram no local, inclusive com vítimas fatais. Enquanto a barragem estava enchendo em abril deste ano, não houve nenhum tipo de sinalização do perigo e motoristas acabaram morrendo após serem cobertos pelas águas da barragem. Na parte de baixo, o ambiente é visitado por pessoas que usam bebidas alcoólicas e outras drogas. Na administração da adutora, apenas duas funcionárias terceirizadas da Agespisa fazem os serviços no local”.
Fonte: 180graus
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