Pesquisa mostra que 50% dos homicídios de mulheres no Piauí aconteceram dentro de casa
- O Dia Internacional da Mulher transcende o apelo comercial contemporâneo ao resgatar suas raízes históricas de luta por igualdade salarial e equidade, buscando combater o machismo estrutural e a violência sistêmica que ainda persistem na sociedade.
- O Brasil ocupa a alarmante quinta posição no ranking mundial de feminicídio, evidenciando uma crise de segurança pública onde o ambiente doméstico, que deveria ser um refúgio, torna-se o principal cenário de crimes contra a vida feminina.
- Dados do IBGE revelam que no Piauí metade dos homicídios de mulheres ocorre dentro de casa, superando a média nacional de 30,4% e reforçando a urgência de políticas públicas eficazes contra o assédio e a violência psicológica.
O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta segunda-feira, no dia 8 de Março, é visto nos dias atuais como uma data voltada ao comércio, com mensagens bonitas e presentes caros para homenagear as mulheres, que durante todo o ano são esquecidas. Mas o que poucos sabem é que essa data remete à luta e tem raízes históricas mais profundas e sérias.
No início do movimento era reivindicado igualdade salarial entre homens e mulheres, hoje essa luta vai muito mais além. Trata-se do pedido de equidade, o fim do machismo e, principalmente, o fim da violência contra a mulher, tendo em vista que o Brasil está em 5º no Ranking Mundial de Feminicídio.

Em uma pesquisa realizada no Piauí pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 50% dos homicídios de mulheres no Estado aconteceram dentro de casa, sendo que esse número é superior à média nacional, que é de 30,4%. Um número alto e alarmante, que mostra um grito de socorro entalado nas gargantas dessas mulheres que morreram em um local que deveria servir para segurança.
Com os números dessa pesquisa é possível levantar o questionamento de qual o lugar seguro para as mulheres. Toda mulher tem uma – ou várias – história de assédio, de abuso sexual ou psicológico, seja em casa, na rua, na escola, universidade e trabalho.
Certamente, o 8 de Março é um dia de luta e reflexão, um para ser lembrado todas as dificuldades vividas por as mulheres até conseguirem um dia só seu. Esse é o momento para combater o silêncio da desigualdade já enraizada e que normaliza as violências sofridas pelas mulheres. É preciso repensar atitudes e começar uma nova sociedade mais justa e igualitária.
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