Pesquisadores da UESPI estudam planta típica do Piauí que pode combater Aedes Aegypti
- Pesquisadores da Universidade Estadual do Piauí comprovaram entre 2013 e 2014 que o extrato de pinhão roxo possui propriedades larvicidas eficazes contra o Aedes aegypti, impedindo que o inseto atinja a fase adulta de desenvolvimento.
- O projeto coordenado pela professora Francielle Aline Martins busca alternativas sustentáveis aos inseticidas químicos convencionais, demonstrando que o chá e o óleo da planta apresentam toxicidade equivalente aos produtos utilizados atualmente pela Secretaria de Saúde.
- A etapa atual da investigação científica conduzida pelo aluno Rafael Silva avalia a segurança ambiental dos extratos vegetais, com conclusão prevista para agosto de 2016, visando garantir que o método não cause danos ecológicos.
Alunos do curso de Biologia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI/Campus Poeta Torquato Neto), descobriram através de pesquisa, que o Pinhão Roxo, uma planta facilmente encontrada na região nordeste, pode ser utilizada no combate ao mosquito Aedes Aegypti. A pesquisa foi desenvolvida através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) entre os anos de 2013 e 2014.
A Profª Drª Francielle Aline Martins, coordenadora do projeto “Atividade larvicida de Jatropha para Aedes aegypti”, explica que o objetivo era avaliar a eficiência do pinhão roxo, manso e bravo na eliminação do mosquito. Durante a pesquisa, larvas do mosquito foram colocadas no chá, em diferentes concentrações, feito a partir de folhas ressecadas das plantas. “A gente observou com o passar do tempo que o chá do pinhão roxo foi muito tóxico e que, por isso, as lavras não chegavam na fase adulta”, explicou a coordenadora. Foram avaliados ainda o látex e o óleo das sementes dos três tipos de planta.

“Buscamos algum composto alternativo que possa ser menos danoso que o larvicida químico, que é utilizado atualmente”, explicou Rafael Silva, autor do projeto de pesquisa. “Através dos resultados a gente mostra que o efeito do chá e do óleo do pinhão roxo têm o mesmo efeito que o inseticida utilizado pela Secretaria de Saude”, completou Francielle.
Participaram ainda da primeira parte da pesquisa os alunos Maria Wlly Costa e Wallace Baldez como colaboradores. Na segunda parte, que já está em execução, Rafael vai verificar se os extratos anteriormente analisados não são tóxicos para o meio ambiente. A previsão é que até agosto de 2016 a pesquisa seja concluída.
Ascom Uespi
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