Piauí cai quatro posições na produção de mel
- Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal de 2016 revelam que a produção de mel no Piauí despencou 12,47% entre 2007 e 2016, enquanto o cenário nacional registrou um crescimento expressivo de 13,79% no mesmo período.
- A seca prolongada que assolou o estado nos últimos anos provocou uma retração de 40,31% na produção entre 2011 e 2016, fazendo o Piauí despencar da terceira para a sétima posição no ranking nacional.
- Apesar da queda no volume produzido, o valor pago ao produtor disparou 281,95% na série histórica, impulsionado pela alta de 336,48% no preço do quilo do mel comercializado no estado.
O IBGE divulgou dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM 2016) que destaca o Piauí em crescente queda na produção de mel, produto que historicamente teve ênfase do Estado.
Comparando-se a produção total de mel do Brasil com a do Piauí, no período de 2007 a 2016, a do Piauí caiu 12,47% e a do país cresceu 13,79%. Mesmo com a queda, houve aumento do valor total pago ao produtor no estado, que cresceu 281,95% ao longo da série histórica analisada.
Em 2011 o Piauí chegou a produzir 5.107.769 kg do produto. Já em 2016, foram 3.048.800 kg, representando uma queda na produção da ordem de 40,31%, que pode ser atribuída ao fenômeno da seca que assolou nosso estado nos últimos anos.
Em 2007 a quantidade de mel produzido do Piauí representou 10% da produção brasileira, o que deixou nosso Estado na terceira posição do ranking no país. Já os dados de 2016 apontam que a quantidade produzida de mel no Piauí representou cerca de 7,70% do total do país, o que nos deixou apenas na sétima colocação do ranking da produção no Brasil.
No ano de maior produção de mel, em 2011, o Piauí chegou a ter 12,22% da produção brasileira. No Piauí os municípios que mais se destacaram na produção de mel em 2016 foram: São Raimundo Nonato, com 257.294 kg, Picos, com 205.953 e Anísio de Abreu, com 155.044 kg.
O valor do produto pode significar muito nessa variação dos valores aos produtores, já que em 2007, o preço foi de R$ 2,22, tendo passado para R$ 9,69, em 2016. Isso representa um aumento da ordem de 336,48%, bem acima da inflação (IPCA) no período, que ficou em 74,82%.
Com informações do IBGE.
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