Piauí é o estado com maior número de mortes de motociclistas no trânsito
- O crescimento exponencial da frota de motocicletas nas grandes cidades brasileiras entre 1998 e 2011 resultou em uma alarmante alta de 610 por cento na taxa de óbitos no trânsito nacional.
- O estado do Piauí alcançou a liderança nacional em mortes de motociclistas com 61,6 por cento dos óbitos, além de registrar um aumento de 126,1 por cento na taxa geral de mortalidade no trânsito entre 2001 e 2011.
- Conforme apontado pelo major Adriano Lucena da Ciptran, a falta de habilitação dos condutores, a imprudência generalizada e a visão cultural equivocada da moto como um veículo simples agravam a crise na fiscalização e na segurança viária.
[ad#336×280]As motocicletas tem ganhado espaço nas vias das grandes cidades, sobretudo pela agilidade em trafegar em ruas e avenidas congestionadas, bem como pela facilidade de adquirir o veículo. No entanto, na mesma proporção em que aumentam a quantidade de motos nas vias, também aumenta o número de acidentes e mortes. De acordo com dados do Mapa da Violência 2013, entre 1998 e 2011, a frota de veículos aumentou para 491% e a taxa de óbitos para 610%.
No Piauí, entre os anos de 2001 e 2011, houve um aumento de 126,1% na taxa de óbitos de vítimas de acidentes de trânsito para cada 100 mil habitantes, ficando em 2º lugar no ranking nacional, perdendo apenas para o estado do Maranhão, com 155,9%. Porém, os piauienses lideram a lista do número de mortes de motociclistas no trânsito, ficando em primeiro lugar, com 61,6% de óbitos.

Segundo o comandante da Companhia Independente de Trânsito (Ciptran), major Adriano Lucena, aproximadamente, dos 400 mil veículos que circulam em Teresina, pelo menos a metade é de motocicletas. Sobre o aumento na quantidade de mortes envolvendo motociclistas, o major pontua a imprudência dos condutores com um dos principais fatores.
“As motocicletas aumentaram, mas não tivemos o mesmo crescimento das Carteiras de Habilitação. Tem muita gente que pilota a motocicleta, mas não tem a carteira, e esse é um dos fatores. O outro fator que podemos estabelecer é o próprio aspecto cultural do uso da motocicleta. As pessoas usam, não como um veículo automotor, mas como uma bicicleta ou um meio de transporte mais simples”, pontua. Major Adriano Lucena explica que os condutores não respeitam a sinalização e, muitas vezes, invadem calçadas. Devido à grande demanda de acidentes, o trabalho de fiscalização não consegue acompanhar e autuar os infratores.
Fonte: Jornal O Dia
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