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Piauí já registra 9 casos de Síndrome relacionada ao coronavírus em crianças

A informação é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) que, devido ao crescimento de casos, faz um alerta aos pais sobre os cuidados necessários com as crianças e adolescentes.

O estado do Piauí registra nove casos notificados da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica (SIM-P), que está relacionada ao coronavírus. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) que, devido ao crescimento de casos, faz um alerta aos pais sobre os cuidados necessários com as crianças e adolescentes.

Dois casos de crianças piauienses com a síndrome já foram confirmados, elas são de Teresina e Nazária. “No momento estamos investigando cinco novos casos que estão internados em hospitais do Piauí. Dos casos confirmados, dois são do Piauí e dois do Maranhão, sendo que um desses casos, do estado vizinho, veio a óbito em um hospital da capital piauiense”, disse a coordenadora Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde(CIEVS), Amélia Costa.

Hospital Infantil -Foto: Sesapi

A primeira morte suspeita pela doença foi registra ainda no mês de agosto, em uma paciente que estava internada no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (UFPI). 

A síndrome é uma reação inflamatória grave e sistêmica que acontece em crianças e adolescentes está associada ao coronavírus. Os sintomas são semelhantes aos da doença de Kawasaki, condição que causa inflamação nos vasos e tem sintomas como febre alta e lesões na pele, e ataca as faixas etárias de 0 a dezenove anos como explica a presidente da Sociedade Piauiense de Pediatria, a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho.

“Os pais devem ficar atentos quando a criança apresentar febre acima de 38° por mais de três dias, erupções cutâneas, inchaço nas mãos e nos pés, conjuntivite, dor abdominal, diarreia e vômito. Já que estamos falando de uma doença muito séria que pode comprometer órgãos como o coração”.

Segundo a especialista, os sintomas da síndrome não costumam aparecer na fase aguda da Covid-19, tendo manifestação depois, muitas vezes em crianças que nem mesmo apresentaram sintomas da doença.

“A Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica costuma aparecer de três a quatro semanas após o pico da Covid-19. Muitas vezes após a criança até desenvolver anticorpos contra o coronavírus. No Piauí, a faixa etária mais atingidas é abaixo de cinco anos, diferente de outros lugares do mundo, onde a síndrome se manifesta com mais frequência nas idades de oito a onze anos”, lembra Anenisia Coelho. 

Por se tratar de uma doença que apresenta manifestações inflamatórias intensas, o tratamento adotado atualmente pelos médicos envolve medicamentos para controlar o processo como Imunoglobulina, corticoides e antibióticos, chegando em alguns casos na necessidade de entubar a criança.

O Hospital Infantil Lucídio Portella, centro referência no Piauí para o tratamento da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica, vem apresentando um crescimento nos últimos meses de crianças com a suspeita da doença. “Na nossa unidade de saúde já deram entrada sete crianças com a suspeita da síndrome. Algo que nos deixa em alerta, pois estamos falando de uma nova doença, com consequências muito graves, levando muitas dessas crianças para as unidades de terapia intensiva”, destaca o diretor do HILP, Vinícius Pontes. 

Prevenção

Os cuidados para prevenir as crianças e adolescentes do coronavírus, causador da Síndrome Multissistêmica Inflamatória Pediátrica devem ser mantidos pelos pais, como lavar as mãos com água e sabão por até 30 segundos, uso de máscaras, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar, evitar tocar os olhos, não emprestar objetos, nem pegar emprestado.

“Para fechar um diagnóstico da síndrome é necessário comprovar que a criança teve o contato com o coronavírus, sendo que a maior parte dos casos relatados apresentou exames laboratoriais que indicaram infecção atual ou recente pela Covid-19 ou vínculo epidemiológico com caso confirmado. Por isso devemos manter os cuidados de prevenção com as crianças, para evitar contrair o vírus e suas consequências” enfatiza a médica infectologista pediátrica, Anenisia Coelho.

Natanael Souza/Cidade Verde ( Com informações da Sesapi)

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