Piauí teve saldo negativo de empregos em outubro; Teresina foi a que mais demitiu
- O Piauí registrou um saldo negativo de 591 empregos celetistas em outubro, marcando a primeira vez desde 2003 que o estado apresenta queda no mercado de trabalho formal durante este mês específico do ano.
- A retração de 0,20% em outubro foi impulsionada principalmente pelos setores de agropecuária e serviços, embora o acumulado dos dez primeiros meses de 2015 ainda apresente um crescimento positivo de 1.283 postos de trabalho.
- Teresina liderou o impacto negativo com 155 demissões líquidas, enquanto municípios como Floriano, Pedro II e Esperantina destacaram-se positivamente ao manterem saldos favoráveis de contratações entre as cidades piauienses com mais de trinta mil habitantes.
No mês de outubro, o Piauí demitiu mais do que contratou – é o que revela o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira (20). Segundo os dados, foram eliminados 591 empregos celetistas. Desde 2003, esta foi a primeira vez que o mês de outubro teve saldo negativo de empregos no Estado.
A queda em outubro foi de 0,20% em relação ao mês de setembro. A pesquisa mostra ainda que o saldo continua positivo se avaliarmos os 10 primeiros meses de 2015: houve acréscimo de 1.283 postos de trabalho neste período, um crescimento de 0,43%. Já nos últimos 12 meses, os dados mostram decréscimo de 0,13%, significando 386 postos de trabalho eliminados.
No mês de outubro, o resultado negativo se deve, principalmente, às demissões nos setores Agropecuária (314) e Serviços (214). Dos municípios piauienses com mais de 30 mil habitantes, Floriano liderou o saldo de contratações, com 98 novos postos criados, seguido de Pedro II (13) e Esperantina (9). A capital do Piauí, Teresina, teve 5.677 adimissões, contra 5.832 desligamentos, gerando um saldo negativo de 155 empregos – o maior do Estado.
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