Piauí vai distribuir absorventes para alunas da rede estadual
- O governador Wellington Dias anunciou nesta sexta-feira a distribuição gratuita de absorventes para mais de 107 mil estudantes da rede estadual do Piauí, visando combater a evasão escolar e garantir a dignidade menstrual feminina.
- A Secretaria de Estado da Educação será responsável pelo repasse de recursos às unidades escolares, que realizarão a aquisição e entrega dos itens com base nos dados do Censo Escolar para alunas a partir de nove anos.
- A iniciativa estadual ocorre em um cenário de divergência política nacional, após o presidente Jair Bolsonaro vetar a distribuição gratuita de absorventes prevista em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional em setembro deste ano.
O governador Wellington Dias anunciou, nesta sexta-feira (08), que o Estado distribuirá absorventes a estudantes matriculadas nas escolas da rede estadual. A medida é uma forma de ajudar a resolver questões ligadas à chamada pobreza menstrual e será realizada por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
“O nosso intuito é proporcionar que as nossas alunas da rede estadual tenham acesso à higiene e que a falta de um absorvente não seja mais um fato para a evasão escolar no Piauí, porque muitas alunas se sentem envergonhadas e deixam de ir à escola por não ter este item de higiene. Oferecer absorvente gratuito é também promover a saúde, não podemos permitir que as nossas meninas não tenham acesso ao básico”, disse o governador.

A distribuição terá como base o Censo Escolar e a estimativa é que mais de 107 mil meninas, a partir de 9 anos, sejam beneficiadas com a distribuição de absorventes. As escolas receberão recursos para adquirir os produtos, elas serão responsáveis pela aquisição e distribuição, conforme a necessidade das estudantes.
Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou a distribuição gratuita de absorvente, que constava em projeto de lei aprovado no Congresso em setembro.
A proposta institui o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. Todos os artigos que previam a disponibilização de graça do produto de higiene, seu principal foco, foram vetados.
Bolsonaro manteve apenas trecho que institui a criação do programa como “estratégia para a promoção da saúde e atenção à higiene”, com o objetivo de “combater a precariedade menstrual”.
O chefe do Executivo também manteve a determinação de campanha informativa sobre saúde menstrual.
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