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Picoenses avaliam segurança pública e destacam que setor necessita de investimentos

A segurança pública e/ou a sensação da falta dela sempre foi um assunto que esteve nas rodas de conversas dos picoenses. Assaltos, arrombamentos, furtos, homicídios, crimes que chocam e provocam temor na população. Nossa equipe de reportagem foi às ruas para saber a avaliação do povo de Picos sobre a segurança pública na cidade. As respostas demonstraram sentimento de insegurança, e pedidos de maior investimento no setor.

Praça Felix Pacheco, local de realização da enquete - Foto: RiachaoNet
Praça Felix Pacheco, local de realização da enquete – Foto: RiachaoNet

A enquete foi realizada na Praça Félix Pecheco, centro da cidade, local escolhido propositalmente devido a grande movimentação de pessoas. Das quatro pessoas que forneceram suas opiniões, três já tinham sofrido algum tipo de violência.

Um dos entrevistados é a professora Maria dos Santos, que foi assaltada quando falava ao celular na rua.

“Eu mesma já fui assaltada, percebo que os policiais com o que tem se doam, mas a violência continua em alta, pondo medo no cidadão comum. Você sair de casa e ter que se resguardar de todas as maneiras pra evitar um assalto é uma situação bem complicada”, disse a professora.

O empresário Antônio Santos da Costa destacou a onda de arrombamentos contra os estabelecimentos comerciais na cidade.

“Nós que somos comerciantes estamos tendo muitos prejuízos com os arrombamentos e assaltos. Saímos de casa para garantir o sustento da família, e um criminoso vem a noite e leva tudo o que batalhamos para comprar. As leis tem de ser mais duras, se prende e depois solta. Quem sempre paga é o cidadão de bem”, frisou o comerciante.

Outra vítima da violência, a aposentada Francisca Irene Nascimento teve a bolsa levada quando saía de uma agência bancária. Ela explica que mesmo na companhia da filha, os assaltantes não se intimidaram.

“ Pra gente que é idoso a sensação de insegurança é ainda maior. Era necessário mais policiais para estarem na cola desses bandidos. Eles nos roubam sem nenhum medo, nem se importam se é dia ou noite, apenas levam o que temos”, enfatizou a aposentada.

O estudante Ricardo Oliveira não se enquadra no perfil do trio acima, pois felizmente nunca sofreu qualquer tipo de violência. Ele comenta que é necessário que sejam direcionados investimentos urgentes para o setor para que as autoridades competentes possam exercer seu trabalho dignamente.

“Sempre apontamos os problemas de atuação da Polícia, mas é também preciso perceber que falta muito para que eles possam realizar o seu trabalho de forma digna e satisfatória”, destacou.

Sobre as respostas apontadas na enquete, o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar de Picos, tenente-coronel Edwaldo Viana, disse que é preciso olhar a violência sobre outros parâmetros, comparando números. Segundo ele, uma cidade do porte de Picos que tem uma população flutuante de mais de 100 mil habitantes, e registrar até meados de dezembro de 2016 apenas 14 homicídios é algo que revela-se como um fator positivo.

“Cidades do Maranhão do porte de Picos registraram 136 homicídios até agora. Picos em 2016 registrou 14 homicídios, destes apenas quatro vítimas foram cidadãos comuns. É necessário que as pessoas avaliem com outros parâmetros a violência. Nosso desejo era fazer a segurança de cada residência, de cada cidadão, mas infelizmente não temos efetivo suficiente, armamento e nem equipamentos que subsidiem totalmente o nosso trabalho. Temos diariamente procurado guardar a cidade, nossos policiais se dedicam no trabalho pela segurança da população, mas infelizmente não podemos estar em todo lugar e a todo momento”, disse o comandante.

O tenente-coronel Edwaldo Viana ainda apresentou números de atuação da Polícia neste ano em que foram recuperadas 88% das motocicletas furtadas no município. Ele revelou que novos planos de policiamento serão montados, incluindo as comunidades rurais, onde têm sido registrados vários casos de violência, bem como estratégias para serem aplicadas nos crimes que envolvem menores infratores.

 

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