Picoenses partem em busca de trabalho nas obras da Copa do Mundo 2014
- Trabalhadores de Picos estão migrando em massa para cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 em busca de empregos, movimento que gera preocupação no Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços local.
- A escassez de indústrias em Picos e a crise na agricultura, agravada pela falta de chuvas, forçam a saída da mão de obra qualificada, prejudicando diretamente o comércio e a economia municipal.
- Marcos Holanda, presidente do Sintracs, critica a ausência de planejamento e investimentos públicos, alertando que a falta de infraestrutura impede a atração de novas empresas e acelera o êxodo da população local.
Vários picoenses estão partindo para outras cidades brasileiras em busca de oportunidades de emprego nas obras da Copa do Mundo de 2014. Não é pouco o número de ônibus e vans que já saíram da cidade levando pessoas com destino a Fortaleza e outras capitais que vão sediar os jogos da próxima copa, que será realizada no Brasil. Essa migração vem preocupando o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Picos (SINTRACS).
Segundo Marcos Holanda, presidente do SINTRACS, a migração dessas pessoas para outras cidades se deve ao fato de Picos não ter indústrias que absorvam esse contingente de pessoas, e ter também agricultura como base econômica – esta última prejudicada pela ausência de chuvas. “Essa migração de pessoas nos preocupa, a nossa cidade é quem perde, o comerciante vai perder e ficamos tristes com o que está acontecendo”, relata.

A preocupação do presidente tem um motivo importante: os empresários picoenses estão perdendo mão de obra para outros estados brasileiros.
Holanda critica o poder municipal e afirma que não há investimentos na vinda de novas indústrias para a cidade. “Como a cidade não tem estrutura, dificilmente que tem indústria vai investir na nossa cidade porque falta planejamento e a tendência das pessoas é migrar para outras regiões do país”, concluiu.
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