Picoenses voltam às ruas para protestar contra cortes na educação
- Estudantes, professores e sindicalistas realizaram nesta quinta-feira, 30 de maio, uma manifestação em Picos contra os cortes orçamentários na educação, marcando o segundo ato público na cidade após a mobilização ocorrida em 15 de maio.
- A mobilização, articulada pela União Nacional dos Estudantes, percorreu vias centrais até a Praça Félix Pacheco, onde líderes do movimento discursaram sobre a necessidade de preservar o ensino público, gratuito e de qualidade contra medidas federais.
- Para evidenciar a importância dos recursos, integrantes da UFPI, IFPI e UESPI expuseram dez projetos de extensão e pesquisa, reforçando o impacto direto dos cortes nas atividades acadêmicas desenvolvidas pelas instituições de ensino superior no Piauí.
Estudantes, professores, representantes de movimentos sociais e sindicalistas realizaram na manhã desta quinta-feira (30) uma manifestação pelas ruas de Picos em protesto contra os cortes da educação. O ato acontece pela segunda vez na cidade. O primeiro foi realizado no último dia 15 de maio.
A manifestação iniciou nas mediações da Igrejinha do Sagrado Coração de Jesus, passou pela Avenida Getúlio Vargas e terminou na Praça Félix Pacheco com a fala de alunos, professores e líderes do movimento.

Segundo a integrante do Comitê de Lutas, Isabel Silva, a ato vem de uma agenda puxada pela União Nacional dos Estudantes em defesa da Educação. “Hoje é um dia de luta em defesa da educação pública gratuita de qualidade e a gente diz não aos cortes da educação. Nem um direito a menos”, disse.

O professor Agostinho Coe destacou a importância de mobilizar a população sobre os cortes na educação. Segundo ele, a medida do Governo Federal atinge toda a sociedade. “A gente precisa neste momento de uma mobilização coletiva, da sensibilidade das pessoas em relação as causas, que envolve todos nós e que a gente precisa defender esses patrimônios que estão sendo atacados”, pontuou.

O estudante Arthur da Silva lembrou que a educação precisa de mais investimentos. “Não aceitamos os cortes. A nossa luta está unificada, exigimos uma educação pública de qualidade e hoje estamos na rua para defender os nossos direitos”, destacou.

Após o protesto, cerca de 10 projetos de extensão e pesquisa da Universidade Federal do Piauí (UFPI), do Instituto Federal do Piauí (IFPI) e da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) foram expostos para à população picoense na Praça Félix Pacheco.
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