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Picos, cidade de expectativas para comerciantes estrangeiros

Andar pelas ruas de Picos é perceber uma mistura de idiomas e de culturas. O comércio da Capital do Mel rompeu fronteiras e atraiu empreendedores de outros países, como China, África e Coreia do Norte. Certamente caro leitor, você já se deparou com algumas destas pessoas, seja na pastelaria, na barraca de bijuterias do “Baba” ou mesmo na loja de importados do Alex Chen.

Baba vende acessórios próximo a feira de roupas de Picos - Foto: Paula Monize
Baba vende acessórios próximo a feira de roupas de Picos – Foto: Paula Monize

Eles aos poucos foram chegando e fizeram de Picos a sua morada e o local para se investir. A reportagem do Jornal O Povo conversou com estas pessoas para saber se a decisão de deixar seus países de origem e vir tentar a sobrevivência em Picos foi mesmo a decisão mais acertada.

O primeiro personagem desta história é Alex Chen, de 37 anos, que deixou a China para vir morar no Brasil em busca de melhores condições de vida. Natural de uma cidade próxima a Xangai, foi em Picos que ele diz ter encontrado o paraíso para se viver.

Alex Chen durante uma de suas viagens a passeio conheceu a Capital do Mel, e daqui não quis mais sair. Há mais de quatro anos reside na cidade, abriu uma loja de Importados de onde tira o sustento da família.

“Eu gosto daqui, fiz muito amigos. Aqui a gente pode viver, é mais tranquilo. Na China, em São Paulo era só trabalho”, disse o empreendedor.

Questionado se o comércio tem sido rentável, Alex Chen explica que não busca ficar rico e sim viver bem.

“Se quiser ganhar dinheiro tem que se procurar uma cidade grande, como Fortaleza, São Paulo. Mas eu escolhi viver bem, e aqui sou feliz”, destacou.

Mas engana-se quem imagina que a mistura para na China. No outro extremo do Globo, sete africanos naturais de Dakar, capital do Senegal, partiram em busca de uma cidade mais promissora e eis que chegaram a Picos. Um deles, sempre de sorriso estampado no rosto que fala muito bem o idioma Português é Mbaye Fall, mais conhecido por “Baba”.

“Baba” como é chamado pelos picoenses chegou ao município em março de 2015 e se tornou um vendedor ambulante de bijuterias, relógios e outros acessórios que caíram no gosto dos clientes.

“No Senegal a gente não tinha como trabalhar e aqui em Picos temos conseguido ganhar a vida. Penso que vou morar por aqui, e de tempos em tempos visitarei a África”, frisou “Baba”.

O africano enfatizou que tem o sonho de abrir uma loja, e que espera conseguir num futuro não muito distante com o seu trabalho. Mbaye Fall é um dos sete africanos que escolheram Picos para morar e sobreviver, mas devido à crise e poucas vendas quatro já deixaram a cidade e foram tentar a vida no Estado do Pará.

FONTE: Jornal O Povo/ Paula Monize

 

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