Picos é a segunda cidade do país a criar dia municipal de combate a homofobia
- Integrantes do Movimento de Emancipação LGBT de Picos optaram por concentrar suas mobilizações na Marcha Nacional Contra a Homofobia em Brasília, realizada nesta quarta-feira, abdicando de atos públicos locais na data comemorativa.
- A líder regional Jovanna Baby destacou a sanção pelo prefeito Gil Paraibano do Dia Picoense de Combate à Homofobia, tornando o município o segundo do país a instituir oficialmente a data no calendário municipal.
- A data internacional faz referência histórica ao dia em que a Organização Mundial da Saúde retirou, em 1990, a homossexualidade de sua listagem de doenças, encerrando práticas médicas abusivas e estigmatizantes.

No Dia Internacional da Luta Contra Homofobia integrantes do Movimento de Emancipação LGBT de Picos não realizarão nenhuma atividade pública. Representantes do movimento estão em Brasília e fizeram da Marcha Nacional Contra a Homofobia, realizada na capital federal nesta quarta-feira (16), a sua bandeira de luta.
De acordo com a líder do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) em Picos e região, Jovanna Baby, a instituição da data é uma vitoria para a livre orientação sexual e fim da violência contra homossexuais. “Chamar a atenção da sociedade brasileira para coibir a violência de gênero é uma forma de garantir os direitos e a igualdade da população”, afirma.
Para ela é importante que os meios públicos e a imprensa divulguem a data e ajudem a promover a reflexão social acerca dos problemas que envolvem a homofobia. A líder ainda comemora a instituição pelo prefeito Gil Paraibano do dia 17 de maio como Dia Picoense de Combate a Homofobia. “A gente fica muito feliz por Picos ser o segundo município do país a ter um dia dedicado ao combate a homofobia. É mais uma vitória do movimento”, ressalta.

O fim do preconceito
O Dia Internacional Contra a Homofobia é comemorado na mesma data em que em 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade do seu catálogo de doenças. Experiências realizadas com gays como cobaias vivas feitas pelos institutos médicos e até pelo nazismo nos campos de concentração, deixaram de ter um “carácter científico” e se transformaram em crimes contra os direitos humanos.
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